sábado, 24 de abril de 2010

Ondes estavas no 25 de Abril de 74?

Segundo a minha mãe, eu ia levar uma vacina nesse dia e ela tinha vindo comigo para a Moita. Quando chegou, apercebeu-se de muito burburinho e deu com o centro de saúde fechado. Disseram-lhe para voltar para casa que estava a acontecer uma rebelião em Lisboa e que poderia dar em guerra. Ela ficou muito assustada e apanhou um táxi para casa. Eu tinha 3 anos e não me lembro de nada:b


PS: Os cravos eram as flores preferidas da minha mãe, por isso também me fazem lembrar dela.

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Dia da Terra

O Dia da Terra comemorou-se a primeira vez em 1970. É uma forma de consciencializar as pessoas para a preservação do planeta. Nada dura para sempre...

Estas são umas fotos que tirei na Páscoa, na minha praia preferida no Algarve. Foram tiradas com o telemóvel, pois esqueci-me da máquina em casa, mas não estão muito mal:) Digo eu...



À muito que não ia passear nas falésias.







De verão parece uma piscina, nada de ondas.











Esta abelha não parava! Acho que era hiper-activa...















Adoro fotografar flores...






As minhas duas flores preferidas:)

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Já tenho mais uma sobrinha:)

A Mariana nasceu ontem por volta das 23h. Estava a fazer-se dificil e teve que ser cesariana.
É grande!!!!! 3700g.

terça-feira, 13 de abril de 2010

A minha cunhada já está no hospital

Ela foi fazer o CTG, hoje de manhã, e já não saiu, mas acabei de falar com a funcionária do bloco de partos e disse que está tudo bem, mas que está atrasada.
A pimpolha gosta mesmo de estar no quentinho:)

domingo, 11 de abril de 2010

Neve na Serra da Estrela: Reportagem das pulguinhas

As pulguinhas foram à Serra da Estrela na 6ª feira, com o ATL. Nunca pensei que ainda fossem apanhar neve, mas pelos visto estava redondamente enganada:)
Sairam de casa às 7h e chegaram às 23h, ainda agora andam com a rabujice do sono!!!
Adoraram, divertiram-se imenso, pois nunca tinham brincado na neve.
A Aninhas disse que a próxima queria ir de avião:) Pois...
Aqui está a reportagem fotográfica das meninas:

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Crónica de muito amor -António Lobo Antunes

Gosto muito de ler o que Antóno Lobo antunes escreve, por isso vou acompanhando as crónicas da revista Visão. A desta semana tocou-me em particular, adorei e quero partilhar convosco.

Crónica de muito amor

Na minha família não se fala de mariquices mas, de vez em quando, há gestos destes, de ternura escondida, como quem não quer a coisa

5:51 Quarta-feira, 31 de Mar de 2010 
O João trouxe-me um Santo António pequenino de Pádua: comoveu-me que se tivesse lembrado de mim. Na minha família não se fala de mariquices mas, de vez em quando, há gestos destes, de ternura escondida, como quem não quer a coisa. Deve-se gostar das pessoas sem lhes mostrar. Deve-se gostar das pessoas sem lhes mostrar? Pelo menos entre nós é assim: não há elogios, não há censuras, raramente há perguntas. Para quê? Há um estar ali que é já tanto. Diz-se sem as palavras e percebe-se que se diz e o que se diz porque o clima, não sei explicar de outra maneira, se torna diferente. Não falamos do que cada um faz: a gente sabe. Do que cada um sente: a gente sabe. Não se fala do sofrimento, não se fala da alegria: a gente conhece. É melhor desta forma. Uma única ocasião o meu pai fez-me uma confidência, sacudiu-a logo com a mão
- Chega de pieguices
e alegrou-me que se penitenciasse por transgredir as regras. Não há efusões, não há gestos e, no entanto, as efusões e os gestos estão lá. Quem souber ver que veja, quem não souber é porque não pertence à tribo. Não há lamentos: porque é que hei-de lamentar a minha sorte, interrogava o grego. Não há censuras, não há críticas, salvo em ocasiões muito, mas mesmo muito, especiais. O Zé Cardoso Pires percebia isto
- Vocês estão muito ligados
disse-me um dia, e mudou logo de paleio.
- Nenhum escritor gosta de falar do que escreve
afirmava ele. E, realmente, nunca falámos um ao outro do que escrevíamos. Quase todos os dias conversávamos mas não se tocava nesse assunto. Quando muito
- Estás a trabalhar?
e acabou-se. Ou
- Não estou a trabalhar
e acabou-se. Uma tarde telefonou-me
- É para te dar os parabéns porque ganhei um prémio
desviou logo o assunto e isto é o cúmulo da amizade. Foram os parabéns que, até hoje, mais prazer me deram. Até as nossas dedicatórias mútuas eram secas: Para o António do Zé, Para o Zé do António e um rectângulo à volta, a cercar as palavras, a fechá-las lá dentro. O rectângulo, claro, era o mais importante, e o que estava naqueles quatro riscos, meu Deus. Maior elogio mútuo
- Belo livro
maior crítica mútua: silêncio dentro de um soslaio breve. Não, maior elogio:
- Posso ser amigo de um médico, de um engenheiro, de um pedreiro. Para ser amigo de um artista tenho que admirá-lo.
Passeávamos de braço dado na rua. Com o meu irmão Pedro, por exemplo, darmos o braço é fazermos chichi juntos, no escuro, junto à cascata do jardim dos meus pais, com um comentário sobre o jacto respectivo. Depois sacudirmos os pingos ao mesmo tempo porque a pila não sabe fungar. Então abotoamo-nos e cada um vai para o seu lado, em silêncio. Deve ser difícil as mulheres entenderem isto mas, para os homens, fazer chichi lado a lado, ao ar livre, é sinal de amizade, a olharmos para baixo, cheios de duplos queixos. Tanto che che che nesta frase. Fazer chichi na rua é um dos meus prazeres, devo ter sido cachorro noutra encarnação. Detesto urinóis, retretes: haverá alguma coisa que se compare à exaltação de mijar contra uma parede? Às vezes, a seguir ao jantar, digo ao Pedro
- Já mijaste?
sabendo que ele estava à minha espera para essa celebração da cumplicidade. Nem que sejam três gotas faz-se um esforço. Vemos as árvores, vemos o muro, não nos vemos um ao outro mas estamos ali. Nem quero pensar na ideia de fazer chichi sozinho. No fim pergunta-se
- Como é que estás?
sabendo que o parceiro se cala. Depois cada um no seu carro, sem mais palavras. Um atrás do outro e, a certa altura, separamo-nos, com um sentimentozito de despedida que custa. Quer dizer não custa assim tanto, custa um bocadinho e passa. Eu vou fazer redacções, ele vai fazer não sei o quê: pouco importa. Importa que durante uns momentos estivemos juntos. Agora interrompi esta crónica porque fui lá dentro espreitar o Santo António antes de lhe pôr o ponto final. Que pena um ponto final ser tão pequenino.
 
 
PS: Comecei ontem a minha fisioterapia ligth (não tenho que ir todos os dias), por causa daquelas dores na minha perna que não me abandonam. Vou tentar ir 2 ou 3 vezes por semana, vamos ver se resulta:)

sábado, 3 de abril de 2010

Páscoa Feliz!

Faço votos para que estes dias santos vos proporcionem muita alegria:)
Eu estou desde 5ª aqui no Allgarve, já estava cheia de saudades do belo peixinho de Portimão.
Para variar, já construiram mais uns prédios e umas rotundas!
Deixo-vos esta foto, daquele bicho raro que só nasce pela Páscoa, para entregar os ovos da boa sorte a todos. Espero que recebam bastantes:)