segunda-feira, 31 de março de 2008

Outra vez o mau serviço da Tvcabo!

Nestes últimos tempos tem sido demais! Estou à vários dias sem aceder à minha conta da netcabo e é só mandarem esperar 48h! O pior é que nem sei se os mails que me são enviados estão a ser recebidos ou não! Que treta de serviço!

sábado, 29 de março de 2008

Grupo Parlamentar do Partido Socialista recusou suspender avaliação

No debate parlamentar, o Governo foi igual a si mesmo no desrespeito que nutre, sem disfarçar, pelos professores. Na Assembleia da República, durante o debate sobre os cinco projectos de Resolução que visavam suspender, este ano, a avaliação do desempenho, o Governo primou pela ausência. Nenhum membro da equipa ministerial esteve presente e até o ministro dos assuntos parlamentares se ausentou da sala nos dois períodos em que este debate se realizou.

Assim, nenhum dos dez minutos atribuídos ao Governo foi utilizado, tendo este optado por não perder tempo com explicações ou a prestar esclarecimentos quanto à forma como pretende, ainda este ano, implementar o processo de avaliação de desempenho nas escolas, apesar de estas não reunirem condições nesse sentido.

Esta indiferença do Governo perante assuntos que dizem respeito aos professores não é nova e, só por essa razão, não surpreendeu.

Também a bancada do PS esteve igual a si mesma, ou seja, refém do ME, com duas deputadas a defenderem o indefensável e a deixarem sem resposta todas as dúvidas suscitadas pelas diversas bancadas da oposição. O grupo parlamentar do PS limitou-se a repetir os argumentos estafados do ME, sobre a alegada necessidade de avançar, imediatamente, com o processo de avaliação, para, no final, recusar todos os projectos de resolução que foram apresentados.

No grupo parlamentar do PS há dezenas de professores que sabem que avançar agora com a avaliação é um tremendo erro e que só a teimosia do ME e do Governo impede a suspensão. As escolas verão introduzido um novo e grave foco de instabilidade e o 3º período lectivo ficará definitivamente estragado com prejuízo para a aprendizagem dos alunos.

Compete, agora, às escolas assumirem a sua autonomia e decidirem que não avançarão com o processo. A FENPROF apoiará essa decisão e apela aos professores para recusarem avançar com procedimentos que, nas actuais condições, seriam ilegais, acarretariam graves perturbações para dentro das escolas neste final de ano lectivo e poderiam provocar graves prejuízos profissionais aos docentes. A FENPROF exorta as escolas a assumirem, de facto, a sua autonomia, devendo esta servir para que tomem decisões e não apenas para cumprirem ordens.

Teimosia

A FENPROF acusa o ME e a maioria parlamentar que apoia o Governo de, com esta decisão, contribuírem para a descredibilização da avaliação do desempenho dos professores, para o que contribui, não apenas o modelo que impôs, mas, também, a teimosia em avançar, já este ano, de uma forma completamente desqualificada.

Esperar-se-ia que a consciência profissional dos professores que são deputados, a sua responsabilidade perante as escolas, as preocupações que deveriam continuar a ter em relação às crianças e jovens que as frequentam, os tivesse levado a suspender, por este ano lectivo, a avaliação. Mas não! Os deputados do CDS/PP, do PSD, do PEV, do PCP e do BE, bem como a deputada Luísa Mesquita, votaram essa suspensão, mas os do PS, incluindo os 45 que são ou foram professores, impediram essa suspensão, não tendo, um que fosse, votado favoravelmente qualquer dos projectos de resolução apresentados.

Por fim, a FENPROF torna público que irá divulgar, junto dos professores, os endereços electrónicos oficiais dos deputados que, sendo ou tendo sido docentes recusaram votar favoravelmente qualquer um dos cinco projectos de resolução que visavam suspender a avaliação. Pretende-se, desta forma, que os professores lhes façam chegar o que pensam da posição que tomaram, colocando os seus interesses partidários acima dos interesses das escolas, dos professores e dos alunos.

O Secretariado Nacional da FENPROF
28/03/2008

sexta-feira, 28 de março de 2008

Doenças

Hoje se fosse para o posto médico falar de doenças com os idosos ganhava-lhes!
Isto está demais, é uma mistela de comprimidos, sprays, saquetas, cremes, só falta faltam as injecções!


PS: Estou sem mail à dias, peço desculpa por não dar resposta se for alguma coisa urgente é melhor telefonarem-me.

jokas

quinta-feira, 27 de março de 2008

Para sorrir... ou talvez não.




Para uma avaliação séria e científica dos professores

Já fiz o meu teste e tenho maioria C), estou feita!

Acho que falta ainda um ponto 6, caso a familia do aluno(a) lhe bata.....



Lisboa, 12 de Março de 2008

Cara Maria de Lurdes

Escrevo-te na convicção de que ainda me consegues ouvir, apesar do barulho que te rodeia. E é bom que o faças porque eu tenho a solução do problema. Isto é, uma avaliação novinha em folha para os professores à qual eles não vão resistir. De modo que tu salvas a face, os sindicatos salvam a face e nós continuamos nesta jornada gloriosa onde cada vez se sabe menos, mas isso agora não vem ao caso.

O meu produto avaliativo é imbatível no mercado. Trata-se, tão-só e apenas, de um inquérito de cinco perguntas. A mim não me interessa se o professor trabalha muito ou pouco, se vai ou não às aulas e se sabe ou não a matéria (isso, ao fim e ao cabo, do ponto de vista do teu Ministério, também não interessa saber em relação aos alunos). O que conta, nesta avaliação que de seguida te mostro, é o mais importante: quais as aprendizagens da vida e as intenções futuras dos professores?

Eis o teste:

1) Caso um aluno nunca se cale na aula, o que faz? a) Suicida-se; b) Deixa-o falar; c) Mata-o.

2) Caso um aluno bata nos outros durante a sua aula, como procede? a) Tenta impedi-lo; b) Deixa-o bater; c) Põe-no na rua.

3) Caso um aluno lhe bata em plena aula, como reage? a) Defende-se; b) Deixa-o bater; c) Bate-lhe também.

4) Caso um aluno o(a) insulte em plena aula, chamando vários nomes à senhora sua mãe, como actua? a) Pede-lhe que não o(a) insulte; b) Deixa-o insultar à vontade; c) Manda-o calar

5) Caso um grupo de alunos o(a) ate a uma cadeira e o(a) espanque até ao desmaio, que faz? a) Telefona aos pais dos alunos a queixar-se; b) Diz que é a vida; c) Faz queixa à Polícia.

Das respostas a todas estas perguntas resulta que se os professores optarem pela solução a) têm uma avaliação média; se optarem pela b) são magníficos; se optarem pela c) têm de ser banidos do sistema. Vejamos porquê, caso por caso:

Na primeira pergunta, o professor que se suicida suja a aula sem nenhuma necessidade, além de eventualmente traumatizar os alunos. Aquele que o deixa falar, garante aquilo que é constitucionalmente imposto, a liberdade de expressão. O que o mata tem, naturalmente, prisão maior.
Na segunda pergunta, o professor que impede o aluno de bater noutros, reprime-o; já o que o deixa bater à vontade permite-lhe a expansão da agressividade jovem. Mas, o que o põe na rua priva-o de estar na aula e de trabalhar nas aprendizagens.

Na terceira, o professor que se defende do aluno agressor, está a violar um impulso do aluno; o que o deixa bater à vontade demonstra compreensão; o que lhe bate também é um agressor.

Na quarta pergunta, o professor que pede para não ser insultado mostra fraqueza. O que deixa insultar mostra superioridade moral. O que insulta é mal-criado.

Na quinta, o que se queixa aos pais é queixinhas e demonstra não ter mão na aula; o que diz que é a vida mostra uma sabedoria zen de elevada profundidade; o que faz queixa à Polícia é uma pessoa que quer contribuir para a criminalização dos jovens.

Como vês, com cinco perguntas apenas, traças facilmente o perfil de cada professor. E com testes assim tão curtos e simples ninguém protestará. Para o ano pode ser o mesmo, porque os testes de surpresa revelam falta de confiança nas aprendizagens dos mestres (ou uma coisa assim também confusa).

Leva o meu abraço e mantém-te firme, se te deixarem

Comendador Marques de Correia

Os telemóveis na escola

Ontem ouvi um pouco da entrevista que o Dr. Daniel Sampaio estava a dar por causa da polémica questão do telemóvel na escola do norte. Às tantas ele diz que os sms do telemóvel agora substituiam os papelinhos que os alunos dantes passavam uns para os outros. Era uma forma de comunicação.
Rangi logo os dentes, grrrrrrr.

Então agora deveria-se deixar os meninos comunicarem entre si por sms dentro da sala de aula?
Eu sou a favor da troca de papelinhos, é muito mais pedagógico.
1º O professor tem muito mais oportunidade de apanhar os papelinhos que circulam pela sala, ao contrário das sms pois a maioria dos alunos consegue escrever as mensagens sem olharem para os ditos cujos.
2º Quando o papelito era apanhado, o professor poderia optar por divulgar a mensagem para que todos tivessem conhecimento (caso não fosse muito privada).
3ª No caso de ter muitos erros ortográficos/sintaxe (ficando assim ilegível), o professor pediria ao autor da mensagem para que a traduzisse. Tendo de a voltar a escrever sem erros.
4º No caso de verificar poucos erros, o professor sublinha-os e pede à turma que diga como escrever correctamente e o aluno terá que repetir a palavra várias vezes.

O professor diverte-se, os alunos também pois têm por vezes que decifrar verdadeiros enigmas além de ficarem a saber certas fofocas da turma, os alunos com maior problema na escrita deixam praticamente de enviar papelinhos logo temos uma turma mais sossegada. O professor testa a sua rapidez de reflexos e o apuramento dos sentidos.
Muitas vezes o professor descobre que uma turma inteira não sabe o significado de determinada palavra ou não sabe escreve-la e aproveita para ensinar alguma coisa.
Tudo maravilhas, agora gostava de saber como por esta filosofia em práctica relativamente às sms!






Radioterapia

Hoje fui à consulta e correu tudo bem, o Dr. Catita é um querido e marcou o planeamento para dia 8 e começo os tratamentos dia 14. Ele disse que não há problema de começar uma semana mais tarde que o previsto pelo Dr. Costa Marques.

Esteve a explicar-me os efeitos secundários: as radiodermites (que horror) e disse-me para usar bastante Biafine. Também me disse que não poderia apanhar qualquer tipo de calor (fogão, ferro, sol, etc.). Pedi-lhe para me por isso por escrito, pois como iria convencer o Luis a começar a cozinhar? lol


quarta-feira, 26 de março de 2008

Dor de garganta

Acabou de sair daqui a Dra. Paula e passou-me antibiótico e brufen para esta dor horrivél de garganta que ando a suportar à praticamente 7 dias. Fiz 5 dias de nimed e nada, na 2ª o dr passou-me um spray (horrivel) locabiosol mas não estava a fazer nada e amanhã terminava a utilização.
Estava atentar evitar tomar antibiótico pois acabei de tomar um praticamente à 2 semanas, por causa do braço, mas lá terá de ser. Já não conseguia comer bem e agora também já me custava falar, facto bem mais grave!

jokas

PLATAFORMA SINDICAL DOS PROFESSORES

Os docentes abaixo-assinados, preocupados e indignados com a actual situação que se vive na Educação, subscrevem a seguinte posição:

1. Com o objectivo de devolver às escolas, no imediato, a serenidade indispensável para que o ano lectivo termine sem perturbações mais graves do que as já existentes, deverá o Ministério da Educação:

  1. suspender o processo de avaliação até final do ano lectivo, sem que daí resulte qualquer prejuízo para a carreira dos docentes;
  2. garantir a não aplicação às escolas, até final do ano, de qualquer procedimento que decorra do regime de gestão escolar aprovado em Conselho de Ministros e ainda não publicado;
  3. negociar normas sobre organização do próximo ano lectivo que consagrem horários de trabalho para os professores pedagogicamente adequados e compatíveis com o conjunto das funções docentes;
  4. respeitar os quadros legais em vigor, em especial no que respeita às situações que já mereceram sentenças em Tribunal condenando o ME. É o caso do pagamento de horas extraordinárias pelo serviço de substituições já prestado, mas também, por exemplo, as ilegalidades cometidas em sede de colocação de professores ou no concurso a titular.

2. Num plano mais geral, os professores exigem uma mudança de política educativa, com o objectivo de valorizar e dignificar a profissão e a carreira docente, bem como de promover uma Escola Pública mais democrática e de maior qualidade. Nesse sentido, defendem:

  1. a renegociação do Estatuto da Carreira Docente, designadamente no que respeita a regime de avaliação, estrutura da carreira e sua divisão em categorias, horários de trabalho e estabilidade de emprego, incluindo a prova de ingresso na profissão;
  2. a renegociação do regime de direcção e gestão escolar, devendo, nesse sentido, ser respeitadas as considerações do Conselho Nacional de Educação que apontam para a necessidade de, antes de qualquer alteração, avaliar o actual modelo;
  3. a renegociação da legislação aprovada sobre Educação Especial, que, em diversos aspectos, atenta contra princípios fundamentais da Escola Inclusiva;
  4. a aprovação de medidas que promovam a qualidade da educação e do ensino e, simultaneamente, contribuam para reduzir os elevadíssimos e preocupantes níveis de desemprego e precariedade que atingem os docentes;
  5. a garantia efectiva de que nenhum docente será remetido para a "mobilidade especial", independentemente da sua situação profissional, incluindo os casos de doença que inviabilizem o exercício de funções lectivas;
  6. o respeito pelos direitos sindicais e pela liberdade de exercício da actividade sindical pelos professores.

Os professores e educadores portugueses reafirmam a sua profunda indignação face ao desrespeito e desconsideração que têm sido manifestados pelo actual Governo, em especial pelos membros da equipa do Ministério da Educação. Equipa que deixou de reunir condições para se manter em funções, visto que, com ela, se esgotaram todas as vias de diálogo e negociação possíveis. Reafirmam, ainda, toda a determinação na luta por estes objectivos, razão por que continuarão a exigir mudanças profundas nas políticas educativas em curso.

Março.2008



Cancro da mama mais agressivo e mortal em pacientes com obesidade

Pacientes com cancro da mama que são obesos ou têm excesso de peso correm mais riscos de serem confrontados com uma versão mais agressiva e mortal da doença cancerígena. Esta é a conclusão de um estudo publicado no jornal “Clinical Cancer Research”.

Neste trabalho, os investigadores acompanharam 606 mulheres com cancro da mama, em que a doença já se tinha estendido a outras partes do corpo. Detectaram cancro inflamatório, um tipo mais grave de cancro da mama, em 45 por cento das pacientes que também sofriam de obesidade, 30 por cento em doentes com peso a mais e apenas 15 por cento em pacientes com Índice de Massa Corporal (IMC) dentro dos limites saudáveis.

“Quanto mais obeso é o paciente, mais agressiva é a doença. Estamos a aprender que o tecido gordo pode aumentar a inflamação que leva a uma doença mais agressiva”, afirmou à Reuters Massimo Cristofanilli, cientista do Anderson Cancer Center, da Universidade do Texas, que liderou o estudo.

Os investigadores também obtiveram outros dados relevantes que sustentam que o IMC pode influenciar a mortalidade em pacientes com cancros da mama. Após cinco anos, estavam vivas 56,8 por cento das mulheres obesas e 56,3 das que pré-obesas, contra uma taxa de 67,4 nas mulheres com IMC regular. Esta diferença reflecte-se também na taxa de sobrevivência após dez anos: 42,7 no primeiro grupo, 41,8 no segundo e 56 no terceiro.

Este não é o primeiro estudo que relaciona o cancro com obesidade ou excesso de peso. Ainda recentemente, outro grupo de cientistas publicou um trabalho na revista “Lancet”, no qual foram analisados 282.137 casos e que permitiu encontrar ligações entre IMC elevados e 20 tipos de cancro, alguns deles menos comuns (ver link em baixo).

Dados do estudo

Título: Prognostic Value of Body Mass Index in Locally Advanced Breast Cancer
Publicação: Clinical Cancer Research 14, 1718-1725, 15 de Março de 2008
Autores: Shaheenah DawoodKristine Broglio, Ana M. González-Angulo, Shu-Wan Kau, Rabiul Islam, Gabriel N. Hortobagyi e Massimo Cristofanilli

- Investigadores encontram ligações entre obesidade e vários cancros

17.03.2008 - 19h08 Reuters, PUBLICO.PT

Fui à consulta na 2ª Feira

Fui à consulta na 2ª para me passarem a carta para ir fazer a radioterapia. Lá consegui convencer o Dr. Costa Marques que era melhor para mim fazer o tratamento no HNR e ele concordou, desde que começasse a dia 7 de Abril.
Ontem fui ao hospital e consegui consulta para amanhã às 10h30, vamos ver se tenho sorte caso contrário vou fazer à clinica.

Tinha a consulta marcada para as 19h e tudo parecia que ia correr bem, mas felizmente para quem precisa e infelizmente para quem está à espera o horário não foi cumprido. Antes de mim entraram 3 pessoas sem consulta marcada, um sr. que estava de cadeira de rodas, uma sra. que tinha feito tratamento (tudo bem justificável) e por fim um sr. dr. de uma figura pública que entretanto chegou com o marido. Eu comprendo que nestas situações se queira ter consulta o mais rápido possível, eu própria fui falar com o dr 2x sem consulta marcada, mas numa fui antes de ele começar e na outra fui no fim (só entrei para o consultório quase à uma da manhã).
Resultado, cheguei a casa perto das 22h.

Quanto à figura pública, deve ter uns 34 anos e creio que foi mãe à poucos meses, quando a vi lembrei-me logo de uma antiga aluna minha (até são muito parecidas) cujo pai era primo direito desta figura pública e que na altura andava a fazer tratamentos, creio que para leucemia. Mais uma prova para corroborar a minha teoria de que isto tudo é genético.

quinta-feira, 20 de março de 2008

Recebi um mail falso da netcabo

Mais um mail a tentar roubar a identidade da nossa conta de mail, num português já com laivos de estar de consonância com o novo acordo ortográfico, e onde por trás do 1º endereço de mail aparece astonsilas@yahoo.co.uk

Ainda bem que os "ácaros" só sabem escrever brasileiro!



Date: 20-03-2008 11:22:48
Subject: Netcabo.pt central serviços de correio electrónico


Caro netcabo.pt Conta Proprietário,
Esta é uma mensagem de netcabo.pt centro de mensagens
Netcabo.pt todos os proprietários de e-mail. O
Instituto de
Tecnologia da Informação está no processo de migração
Todos netcabo.pt contas de e-mail atualizado central
serviços de correio electrónico.
Estamos eliminando todas unused netcabo.pt contas de
e-mail
Criar mais espaços para novas contas.
Para evitar que sua conta seja encerrada, você
Têm de fornecer as informações abaixo para atualizá-lo
A fim de que vamos ter a certeza de que sua conta
ainda está
Ativa atualmente.
Confirmar a sua identidade e-mail abaixo:
E-mail Utilizador: .......... .....
E-mail Senha: ................
Data de Nascimento: ................
Local: ................
Atenção! Conta que o proprietário se recuse a sua
actualização ou
Seu e-mail dentro de 30 dias a contar da recepção
deste aviso
Perderão o seu e-mail permanentemente.
Obrigado por usar netcabo.pt
Aviso Código: VX2G99AAJ
Processo ID é 1578207.
Netcabo.pt Webmaster.
Queira aceitar nossas desculpas pelo inconveniente.
___________________________________________________________
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quarta-feira, 19 de março de 2008

Parabéns à Ana, à Paula e à Pina Maria


Estou à mais de 24h sem internet e sem TV, é o caos!
Hoje já fiquei com as miudas em casa e sem TV e net é complicado. Já estão fartas de pintar, já fizeram gelatinas, já vistiram e despiram as barbies 100x, já saltaram à corda (dentro do género) ....
A culpa é da Ministra que não tirou estas férias aos previgiliados dos professores! Uma pessoa fica sem TV e lá tem que aturar os putos aos saltos e inventar coisas para fazerem!

As meninas também estão preocupadas por não termos TV no dia do Pai.

Ontem a Fátima lembrou-me da internet movél e lá a fui procurar ao fundo do baú, mas é tão lennnnnntaaaaaa.

Pois só agora é que consegui descobrir um bolito de parabéns, não é muito grande, pois não quero que me culpem de lhes dar muitas calorias. Espero que o dia 18 tenha sido divertido, ia escrever porreiro mas lembrei-me da uma pessoa, grrrrrrrrr



Jokas a todos


Feliz dia do pai



Feliz dia do pai a todos os pais e em particular ao meu e ao pai das minhas filhotas.

segunda-feira, 17 de março de 2008

Mais uma estrela no céu


O céu já tem mais uma estrelinha.
Já estou cheia de saudades.

sexta-feira, 14 de março de 2008

Funeral

O funeral da minha mãe é amanhã às 15h na Moita.

Perdi a minha mãe

A minha mãe morreu e eu tenho que ir fazer o tratamento.

quinta-feira, 13 de março de 2008

Rezar

A Adriana disse-me que andava a rezar para que a avó ficasse boa e eu respondi-lhe que talvez resultasse. Ela disse-me que resulta pois já tinha rezado por mim e eu tinha ficado boa.


Hoje de manhã a Adriana perguntou-me se a avó já estava boa pois tinha sonhado que ela já estava em casa.

CARTA ABERTA AO SR. EMÍDIO RANGEL



Não podia deixar de publicar esta carta, pois também me senti insultada não só por ser professora como por o meu pai ter trabalhado muitos anos na Lisnave dia e de noite para sustentar a familia.


9 03 2008
Exmo. Sr. Rangel:
Não sou uma figura pública como V. Exa., nem tenho um jornal que acolha as minhas opiniões. Felizmente existe hoje a blogosfera e os amigos para publicar o mais possível a nossa opinião; espero que esta carta chegue até si!
Sou apenas um dos 143 000 professores deste país e um dos 100 000 que estiveram na Marcha da Indignação no dia 8 de Março, dia em que fui brindado com o seu artigo de opinião a que batizou de «HOOLIGANS EM LISBOA».


Como deve estar à espera, depois daquilo que escreveu, ou coloca uma venda nos olhos e uns tampões nos ouvidos ou terá de ver e ouvir os argumentos dos visados. Como quem não se sente não é filho de boa gente, e fui um dos seus alvos, o seu artigo merece-me uma resposta, bem ao estilo político e jornalístico, em dez breves pontos. Está preparado? Cá vai:
1) A sua legitimidade para me chamar «hooligan» é a mesma que eu tenho de lhe chamar palerma, idiota e atrasado mental! Repito: a legitimidade é exactamente a mesma!
2) A sua legitimidade para me chamar comunista e que o Prof. Mário Nogueira (não é Sequeira, sr. Rangel) é um assalariado do PCP e que tal partido alugou 600 autocarros para a manifestação, é a mesma que eu tenho para lhe chamar fascista, assalariado do PS e alugado por este partido para emitir estas imundas alarvidades.
Repito: a legitimidade é exactamente a mesma!
3) Os professores e os empregados da Lisnave são cidadãos dignos, que trabalham toda a vida para sustentar as suas famílias com ordenados por vezes miseráveis, não são jornalistas de segunda que andam à crava de pequenos tachos de ocasião, depois de fracassarem pessoal e profissionalmente à frente de grandes cadeias de televisão, com ordenados de rei para gastar em opulentas noitadas algarvias!
4) A maioria dos professores que V. Exa diz ainda terem dignidade, comparando-os aos seus, somos todos nós, Sr. Rangel, porque somos 143 000, estavam lá 100 000, sendo que dos 43 000 que não estavam certamente 40 000 não estiveram apenas de corpo e os restantes 3000, ou por aí, serão os inevitáveis fundamentalistas partidários, cuja religião PS lhes ofusca a lucidez!
5) V. Exa nunca pertenceu à nossa classe! V. Exa foi professor, mas universitário e, não lhe retirando mérito pela formação que isso permitiu, fique sabendo que ser professor universitário nada tem a ver com o que se passa nas nossas salas de aula, onde todas as crianças e jovens têm lugar, os bons, os maus, os educados, os mal-educados, os civilizados, os selvagens, os ricos, os pobres, os inteligentes, os deficientes, os meus filhos, os seus filhos… Enfim, não se trata de um lugar onde uma clivagem por resultados escolares, permite que tenhamos uma sala com 20 ou 30 alunos com toda a socialização feita e a quem basta dar bibliografia e pouco mais!
6) V. Exa ignora por completo o que o ME quer impor nas escolas e aos professores, pois isso sim, é que favorecerá a incultura, deseducação, a anarquia pedagógica, em que o obrigatório facilitismo formará uma geração de humonoides completamente ocos de valores, cultura e sabedoria; eu sou um produto do sistema que V. Exa acusa de iníquo e sei o que significa dignidade, respeito, admiração, ponderação, civismo, tolerância… enfim, tudo o que V. Exa não revela, na sua miserável crónica!
7) Vergonha devem sentir os cidadãos portugueses de terem de levar com opiniões de jornalistas ( esses sim, é que são pseudo) completamente esventrados de sensatez, isenção e responsabilidade. Este artigo de V. Exa é o epíteto do desnorte e testemunho de um intoxicado intelecto!
8 ) A Ministra é corajosa e determinada? Estamos de acordo. Acontece que V. Exa confunde estes conceitos com clareza, responsabilidades e, sobretudo, com justiça e sentido de visão estratégica para a Educação. Todos os grandes fascínoras políticos da História eram corajosos e determinados!
9) Todos os que V. Exa chama estúpidos e que, sendo do PSD, do PCP ou daquilo que o você quiser, apoiam e compreendem a causa dos professores, se o fazem por antipatia política ou oportunismo, e sei que os há, tal adjectivo acenta-lhes que nem uma luva; aos restantes, que são infinitamente mais, não os confunda com um espelho!
10) V. Exa pertence, ou pelo menos pertenceu, a uma recente classe de portugueses, muito inferior à dos professores, quer em número quer em dignidade, cujo novo - riquismo aliado ao corrupto mercado da imagem, fazem de vós uma praga infestante para o cidadão comum, que luta todos os dias contra as dificuldades de um país minado por políticos fajutos e incompetentes e por um jornalismo bacoco e de algibeira, do qual V. Exa é um belo protagonista!
Paulo Carvalho
http://paulocarvalhoeducacao.wordpress.com/


terça-feira, 11 de março de 2008

A minha mãe continua a pensar que vai sair.
Eu e o meu pai fartamo-nos de chorar, estamos arrasados.

segunda-feira, 10 de março de 2008

A minha mãe está no hospital

O meu pai levou-a durante a noite, aguardamos notícias.

20h30 Já estive com a minha mãe no hospital. Já a passaram para o serviço de oncologia. Ela continua a lutar. É a mulher mais lutadora que conheço.

sábado, 8 de março de 2008

Terreiro do Paço transformou-se em Terreiro da INDIGNAÇÃO!

Do Marquês à Praça do Comércio, 100 000
em defesa da dignidade profissional docente

Ultrapassando todas as expectativas, 100 000 docentes (leu bem: cem mil - número confirmado às 17h25) desfilaram neste sábado, 8 de Março, no coração de Lisboa, reafirmando, num ambiente impressionante de unidade e firmeza, que "assim não se pode ser professor" e que "a escola pública não aguenta esta política". Mesmo que os governantes, a começar pela Ministra da Educação e pelo Primeiro Ministro tenham hibernado neste 8 de Março, ouviram certamente o protesto gigantesco dos educadores e professores portugueses, presentes nesta Marcha da Indignação, a maior manifestaão de sempre do sector da Educação. Um oceano de revolta inundou o Terreiro do Paço: é tempo de respeitar os professores e de pôr fim a uma política que os desrespeita e desconsidera. / JPO


Dia da MULHER







Para todas as mulheres e em particular para a minha MÃE que é uma grande guerreira.




DIA DE LUTA PARA IMPEDIR O RETROCESSO, CONSTRUIR O FUTURO

A Comissão para a Igualdade entre Mulheres e Homens da CGTP-IN (CIMH/CGTP) evoca este dia histórico homenageando as operárias têxteis de Nova Iorque que, há 151 anos, deram um exemplo maior de determinação e coragem, conduzindo uma luta heróica por melhores condições de vida e de trabalho que, décadas depois, deu origem à fixação de um DIA INTERNACIONAL DA MULHER.

8 de Março, um dia de luta, de esperança e de acção em prol da paz, do desenvolvimento, do progresso e de combate às discriminações e à violência contra as Mulheres, por melhores condições de vida e de trabalho.

Também em Portugal, as mulheres ergueram a voz e abraçaram a luta pela liberdade, pela igualdade e pela emancipação, trilhando caminhos e delineando horizontes que tomaram sentido e expressão real na Revolução de 25 de Abril de 1974. A sua acção e a luta travada com muitos companheiros de trabalho, em condições de profunda repressão, desigualdade e exploração, abriram caminho, após Abril, à fixação de direitos fundamentais, hoje consagrados na Constituição da República e nas leis.

Direitos que são pilares fundamentais do regime democrático e que as políticas neoliberais prosseguidas por sucessivos governos têm vindo a enfraquecer, acentuando as desigualdades e as injustiças sociais.

Em Portugal, as mulheres continuam a ser alvo preferencial da exploração e da discriminação e os números não enganam:

· 35% trabalham ao sábado, 20% ao Domingo, 14% à noite

· 53% das menores de 25 anos têm contratos não permanentes

· 78% das assalariadas a tempo parcial

· 6,3% ganham o salário mínimo nacional

· Auferem, em média, 77% do ganho médio dos homens

· Representam 56% do total dos desempregados

A revisão da legislação do trabalho encomendado pelo Governo alteraria, para pior, as já difíceis condições de vida das mulheres, inviabilizando, designadamente, a articulação entre vida profissional e vida familiar e pessoal.

Por isso, neste dia 8 de Março - tempo de alerta e de luta - proclamamos:

A AFIRMAÇÃO DOS DIREITOS!

CONTRA A “FLEXIGURANÇA À PORTUGUESA

Lutamos pelo emprego e pelos direitos, porque este é o caminho da construção da Igualdade!

Lisboa, 7 de Março de 2008

DIF/CGTP-IN

sexta-feira, 7 de março de 2008

A UTILIZAÇÃO DAS TIC NO ENSINO/APRENDIZAGEM DA MATEMÁTICA

SEMINÁRIO
“A UTILIZAÇÃO DAS TIC NO ENSINO/APRENDIZAGEM DA MATEMÁTICA”
20 DE MARÇO DE 2008
(programa provisório)

9:00 – SESSÃO DE ABERTURA

9:30 – CONFERÊNCIA: “Ensinar Matemática sem TIC é como comer comida sem sal”
PROFESSOR JAIME CARVALHO E SILVA
(Universidade de Coimbra)

10:30 – PAUSA PARA CAFÉ

10:45 – CONFERÊNCIA: “Geometria elementar e modelação dinâmica”
PROFESSOR VÍTOR TEODORO
(Universidade Nova de Lisboa)

11:45 – CONFERÊNCIA : “As TIC na aprendizagem escolar da matemática: recursos virtuais, possibilidades e desafios reais”
DRA. MADALENA SANTOS
(Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa)

13:00 – ALMOÇO

14:30- SESSÕES PRÁTICAS

SP1 – SCRATCH – Ensino básico
SP2 – CALCULADORAS GRÁFICAS – Ensino secundário
SP3 – MODELLUS – Todos os níveis de ensino
SP4 – MOODLE – Ensino básico
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17:00 – PAUSA PARA CAFÉ

17:30 – SESSÃO DE ENCERRAMENTO

Local de realização:
Escola Secundária c/2.º e 3.º ciclos do Ensino Básico Dr. Manuel Fernandes
Rua General Humberto Delgado, n.º 1
2200- 117 – Abrantes
Telefone: 241 360 880
Fax: 241 360 881
e-mail: info@esec-manuelfernandes.rcts.pt
www.esec-manuelfernandes.rcts.pt

Ver mais em www.apm.pt

Uma Páscoa Feliz nas Pediatrias do IPO- Porto Editora

A Porto Editora dedica a Campanha de Páscoa aos Serviços de Pediatria do Instituto de Português de Oncologia de Lisboa e Porto. (6-3-2008)

Até ao próximo dia 30 de Abril, parte das vendas de vários livros da Porto Editora vai reverter a favor dos Serviços de Pediatria do Instituto de Português de Oncologia de Lisboa e Porto.

Trata-se da Campanha de Páscoa Solidária que a Porto Editora decidiu levar a cabo, procurando, desta forma, dar um contributo significativo a uma instituição que presta um apoio e atendimento de excepcional valor e importância para muitas crianças e respectivas famílias. Ao mesmo tempo, a Porto Editora procura incentivar o gosto pelo livro e pela leitura, aliando à vertente cultural e educacional um carácter de intervenção social.

Os livros seleccionados para esta campanha são, sem excepção, títulos de grande procura: O Recruta , O Traficante e Segurança Máxima (Colecção Cherub), O Coelhinho Eduardo , Guia das Adolescentes , O Cesto da Páscoa , Surpresas de Páscoa e O Livro das Pequenas Bailarinas . Por cada exemplar vendido, seja nos diferentes espaços comerciais ou pela Internet, 1 € é reunido para as pediatrias do IPO.

Paralelamente, a Porto Editora vai oferecer àqueles serviços um conjunto de livros das colecções Cherub e Crónicas do Abismo . À imagem de outras campanhas solidárias levadas a cabo pela Porto Editora no quadro da sua política de Responsabilidade Social – como as que, nos últimos três anos, se realizaram a favor da UNICEF por alturas do Natal – fica a expectativa e o desejo de que esta iniciativa se revele um enorme sucesso.

http://www.portoeditora.pt/default.asp?artigo=PEN_20080306_276&param=05020000

RAP do TITULAR

Como diz a Zita, temos que começar a treinar. Aqui vai já a minha contribuição para a minha coordenadora titular que tem muita experiência e já não precisa de tempo para preparar as aulas dela lol

Este comentário só podia ser duma prof do superior e fez-me lembrar a minha querida professora de Algebra (Emilia Geraldes, nunca soube mais nada dela desde que foi para a UM). Ela tinha uma sebenta manuscrita tão velhinha e dava tudo à risca todos os anos, vírgula a vírgula. Só ao fim de umas aulas de stress, a tentar passar tudo o que ela dizia, é que comecei a ver os meus colegas a olharem para uns apontamentos que tinham, eram os cadernos dos alunos dos anos anteriores, eles só confirmavam o que ela dizia.

Aqui vai o RAP (adaptado):

Sou professora, só professora

E muito amiga desta minha coordenadora.

Esta sincera amizade é quase amor…

Tenho que ser por ela avaliada

Portanto, não serei prejudicada.

Ela é a minha heroina, minha heroina, minha heroina…

E é p’ra ela que este rap é dedicado.

Penso, com alguma ciência e sabedoria,

que o meu desempenho é o meu marido que avalia.

Altero, todavia, o meu pensar

Já que agora a competência

P’ra avaliar a minha experiência

nunca será de um professor doutor qualquer

nem de um sábio inspector do M.E.

E muito menos da meu santo marido…

Mas de sua eminência, a minha coordenadora!

E para resolver a grave situação

sendo o objectivo a mudança de escalão,

vou mostrar-lhes a conveniência desta solução:

Tendo consciência que só cabem um ou dois na quota

E tendo em conta que é só isso o que conta e o que importa,

É só marcar mais uma reunião,

E lá se organiza um leilão,

sem oportunidade de corrupção, nem subjectividade,

muito às claras, sem parcialidade

e com total justiça e dignidade, como exige a razão.

E quem dá mais? Quem me dá mais por isso?

Um lhe dará um gordo chouriço…

Outro, um retrato emoldurado da sinistra, mulher má.

E quem dá mais? Quem mais me dá?

Quanto a mim, eu ofereço desde já

à minha senhora doutora coordenadora, com todo gosto, minha casa de férias na praia,

em Agosto.

E dou-lhe um… e dou-lhe dois…

E quem dá mais? Ninguém mais dá?

E dou-lhe… três!

E ganho eu! Ganho eu! Viva eu! Esse lugar é meu!

Gente, sou excelente!

Sou titular! Titular!

TITULAR!

Versão original de: Maria Fernandes Rodrigues Conceição


cya

quinta-feira, 6 de março de 2008

O meu braço

Já fui à clinica hoje, a Fátima levou-me lá e safamo-nos bem.
Como os 5 dias de maxilase não ajudaram, fui lá mostrar ao enfermeiro e ele disse-me que o melhor era mostrar à médica e assim foi. Serviço 5 *.
Vou tomar antibiótico e nimed durante 7 dias, disseram-me que não irá interferir com as análises, a ver vamos. Quero despachar o "último tratamento" no dia 14.

cya

Previsão é de 600 autocarros e quase 70 mil professores

06.03.2008, Graça Barbosa Ribeiro
Dirigentes sindicais falam de um "momento histórico" e esperam que a ministra perceba que não tem condições para continuar
Ao princípio da noite de ontem, no final da reunião da plataforma sindical que está a organizar a "Marcha da Indignação", Mário Nogueira, dirigente da Federação Nacional de Professores (Fenprof), não disfarçava o entusiasmo. Feitas as contas, a cerca de 24 horas do termo das inscrições já estavam reservados para transporte dos manifestantes precisamente 600 autocarros - o correspondente a 40 mil pessoas. "Contando com os que se deslocam de automóvel e com os da Grande Lisboa, vão participar na marcha mais de 60 mil professores, provavelmente perto de 70 mil. Será um momento histórico", previa o sindicalista.
Pela segunda vez, vira-se obrigado a sugerir que o plenário, inicialmente marcado para junto à Assembleia da República, mudasse de lugar, do Rossio para o Terreiro do Paço - "Não havia outra forma. Senão, a "cabeça" da marcha não marchava e a "cauda" da marcha não chegava", descreveu Mário Nogueira, bem-disposto.
Ainda não tinha terminado a preocupação com o aluguer de autocarros, já se lhe somava a de lhes dar destino, por volta das 14h00 de sábado, nas ruas circundantes ao Marquês de Pombal, o ponto de encontro.
A possibilidade de os veículos serem encaminhados de acordo com a zona de origem (Norte, Centro ou Sul) e de se tentar, ainda, distribuir no tempo as entradas em Lisboa (desaconselhando paragens durante a viagem) serão hoje discutidas com a PSP. Até porque o número de veículos ainda pode subir. A Fenprof, que abriu as inscrições a professores não sindicalizados (que não pagam o transporte) e que ontem já tinha disponibilizado 400 autocarros, continuará a aceitar pedidos durante o dia de hoje. Certo, desde já, acreditam os sindicalistas, é que esta será a maior manifestação de professores de sempre, a seguir àquela que, em Outubro de 2006, reuniu entre 20 a 25 mil pessoas, também em Lisboa.
"Na altura, a ministra da Educação disse que éramos poucos. E desta vez? Ainda vai dizer que isto é um movimento de sindicalistas? Ou será que já chega, para perceber que não tem condições para se manter no cargo e que a mudança de política é inevitável?", provocava José Ricardo Nunes, o dirigente que ontem representou a Federação Nacional dos Sindicatos da Educação (FNE) na reunião da plataforma.
No texto da resolução que será votada sábado pede-se a demissão da ministra, com o argumento de que Maria de Lurdes Rodrigues e a sua equipa não têm condições para iniciar o diálogo necessário à também exigida mudança de política.
Políticos sim, mas...
Mas a plataforma antecipa a possibilidade de um braço-de-ferro, anunciando o calendário de acções de protesto "para todo o 3.º período". "Podemos realizá-las só no início ou... até ao fim. Podem realizar-se só as da plataforma ou talvez se lhes juntem outras, de cada um dos sindicatos... Tudo depende da vontade do Governo", ironizou Mário Nogueira.
Sobre a presença ou não de dirigentes dos partidos no protesto, o dirigente da Fenprof diz apenas saber da de Francisco Louçã, do Bloco de Esquerda, que é professor. Mas adianta que nada tem contra a presença de qualquer líder partidário, desde que ali esteja num gesto de solidariedade com os professores e não leve qualquer símbolo partidário.

quarta-feira, 5 de março de 2008

Deixar cair ou não deixar cair…anterozóide


Marcha da Indignação dos Professores termina no Terreiro do Paço

Tendo em conta o muito elevado número de professores e educadores que participará, seguramente, na Marcha da Indignação dos Professores, em 8 de Março, os Sindicatos da Plataforma Sindical decidiram alterar o local onde esta terminará, mudando, assim, do Rossio para o Terreiro do Paço.

A Plataforma Sindical dos Professores
5/03/2008


Luz Casal lança novo CD após lutar contra o cancro

A cantora espanhola Luz Casal lança o novo CD Vida Toxica, depois de terminar os tratamentos de quimioterapia em 2007.

Quem quiser ouvir as músicas, vá ao site http://www.luzcasal.es/ (com um design espectacular).

Esta cantora deu voz a músicas no filme de Almodovar, Saltos Altos.

Em baixo está um testumunho na 1ª pessoa da cantora sobre a sua doença.

"Hola a tod@s.

Quiero expresaros mi agradecimiento por todas las muestras de cariño que en estos últimos días me habéis hecho llegar.
Me encuentro bien, animada, esperanzada y confiada.

Paso a contaros como ocurrió:
A finales del mes de Septiembre me hice las pruebas habituales (ecografía-mamografía y también biopsia de un bulto en la mama derecha) antes de la gira por Francia. Todo estaba bien.
Antes de las navidades aprecié un bulto duro y diferente; consulté con el ginecólogo quien me recomendó una nueva biopsia – igual a la anterior- que me realizaron el 4 de Enero.
El 8 de Enero el informe de la biopsia- igual a la anterior- concluía con esta frase:
“Sospechoso de malignidad”. Se hacía necesario la operación.
Fui operada de la mama derecha por el cirujano Dr. Villacorta Patiño y su equipo en la Clínica Ruber Internacional el día 16 de Enero. Me extrajeron el carcinoma y los ganglios de la axila.
El día 23 me quitaron los puntos.
Pedí permiso al ginecólogo Dr. L Recasens y al cirujano Dr. Villacorta para viajar a Lisboa donde tenía un compromiso para participar en un festival organizado por la Asociación contra la leucemia. Tendría que hacer sólo tres canciones.
Desde que supe lo de la enfermedad tuve claro que no podría hacer los conciertos ni en España, Francia, Suiza, Luxemburgo y Portugal… Sentí que ese compromiso – benéfico – en Lisboa era la ocasión para despedirme por unos meses de los escenarios. Los doctores perplejos, me animaron.
Dolorida, frágil y con la emoción luchando por desbordarse canté para la audiencia del Pavellao Atlántico: “Piensa en mi”, “Esta tarde vi llover” ( con José Cura) acompañada por la orquesta sinfónica de Lisboa y a piano “Gracias a la vida”.
Al día siguiente 26, volví a mi nuevo status, el de enferma. Comenzaré la quimioterapia y la radioterapia dentro de unos días.
He de deciros que mi actitud es la de coger el toro por los cuernos.
Sé que soy una de los millares de personas afectadas por esta enfermedad; que nunca pude imaginar la cantidad de mujeres que han pasado y pasan por este mismo trance, que con el testimonio de muchas de ellas y con el cariño que todos me expresáis, tengo la certeza que no desfalleceré en ningún momento.

Mi eterna gratitud.

Os quiero

Luz Casal"

Anoréxia

Continua a ser um mal na nossa sociedade sem cura à vista....

in http://www.correiomanha.pt/noticia.asp?id=279921&p=22&idselect=19&idCanal=19


É um longo caminho, o da recuperação. Sobretudo quando a doença dura desde que se lembra de ser gente. Ainda estava no infantário e, ao deixar o almoço para trás, as educadoras misturavam tudo no mesmo prato – sopa, refeição e sobremesa, numa mixórdia ignóbil – e forçavam-na a comer.

Estavam lançadas as bases para o distúrbio alimentar de Francisca. Tem 21 anos e há três que luta contra a doença. Uma luta desigual. “É tudo muito ambivalente”, explica. “Sei que para ficar bem, para me curar, tenho de perder a única coisa que me ia fazer sentir bem: ser magra.” Embora com mais dez quilos em relação a quando a conhecemos, em Novembro de 2006, Francisca continua magra. Muito magra.

Faltam-lhe ainda oito quilos para atingir um peso que não coloque a sua saúde em perigo. O seu índice de massa corporal (IMC) deve rondar 16, quando o mínimo recomendado é 18,5. Ou seja, com 1,70 m, Francisca deveria pesar 58 quilos mas, para ela, ultrapassar os 50 equivale a admitir uma derrota. Nem o espelho, nem o número dos jeans a convencem do que está a vista: é mais magra que o comum dos mortais.

E porque morre de medo de engordar, de “perder o controlo”, luta todos os dias consigo própria para cumprir o plano alimentar contratado a custo de muita negociação com a nutricionista. Um plano segundo o qual é suposto aumentar 500 gramas por semana, o que nem sempre acontece. O que sucede com alguma frequência é que, após uma semana em que o objectivo foi cumprido, Francisca volte a perder o peso recuperado.

“Todos os dias quero desistir, a cada refeição”, admite. O pavor de engordar atinge os píncaros quando dorme e o subconsciente é rei: “Sonho que engordei cem quilos e que acordo imóvel e obesa, sem me conseguir mexer.” E então, de dia, aldraba as doses, mente a si própria. Há já uns tempos que não vomita, o que é um avanço.

“E se eu não tivesse melhorado, não estava aqui!”, garante. Francisca sabe que “o comportamento com a comida tapa as coisas verdadeiramente duras”, que vão para além de calorias e gorduras. “Desde que decidi que queria recuperar percebi que a parte da comida ia ser a mais fácil e que só depois ia começar a enfrentar as coisas que são realmente difíceis: a dificuldade de lidar com as emoções, as relações, o crescimento.”

É desarmante a lucidez com que Francisca encara a sua doença, a forma como parece trazer a ‘lição toda debaixo da língua’. “A determinada altura percebi que viver era difícil apesar de hoje saber que fui por um caminho muito complicado, acho que isto foi uma forma de facilitar as coisas.” Enquanto estava ocupada a arranjar estratagemas para perder peso e para despistar os pais, Francisca ‘tapava o sol com a peneira’, desviava o sofrimento, castigava-se por um mal que nunca havia causado, mas do qual sentia ser culpada.

“Eu não tinha o direito de sentir coisas más. Tinha uma vida óptima que tanta gente gostava de ter.” Mas sofria e sentia-se diferente. Ainda hoje é assim. Carrega o peso do universo. “Lembro-me de ter medo que os meus pais morressem e hoje não. Isso assusta-me. Estou mais egoísta. Dantes tinha a certeza que morreria antes dos 30 e não tinha o direito de fazer sofrer quem gostava de mim.

Agora tenho dúvidas. Por vezes, só quero arranjar uma forma que a vida passe depressa. Morrer sem ter de me matar. Outras vezes não. Quero conseguir ter uma vida mas sem peso. Sinto que o corpo não é meu. O corpo é uma prisão.”

SUSANA

Também Susana experimenta a sensação de separação do próprio corpo. Não hoje, mas quando, há cerca de oito anos, aos 20, deixou de comer: “Eu não sentia o corpo, só a mente. Era como se fosse energia em estado puro.” Há muito que estes dias ficaram para trás, assim como os que se seguiram, em que chegou a um estado tal que não saía da cama, pois “não suportava o peso da própria cabeça.”

Hoje, Susana almoça e janta, de garfo e faca. O peso está há vários meses satisfatório. Ela nem quer saber quanto pesa. Não tem balança em casa. Já largou os planos alimentares, aos quais ficou “presa durante anos.” Já come coisas de que nem lembrava o sabor.

“Só de há uns meses para cá recomecei a comer sopa – feita por outras pessoas, só comia feita por mim, com água e com couves – e há uns tempo comecei a ir ao chinês”, refere com orgulho. Mas não se pode dizer que a doença tenha desaparecido por completo: “Ainda hoje tenho certas rotinas de anoréctica”, confessa. “Não como açúcar. Em minha casa não há óleo, azeite, bolachas. Não consigo comer pão, batatas, massa, arroz.”

A ementa típica inclui peixe e legumes. À noite, o estômago pede aconchego e Susana rende-se ao Nestum! “Mas só como aquele que não diz textualmente ‘açúcar’!”. Tem consciência, claro, que “está tudo na cabeça” e por isso questiona: “Será que estou curada? Não sei o que é estar curada. É estar com peso? Isso é carne. Anorexia não é carne.”

UM CROISSANT? UM DIA, TALVEZ

Francisca, “gostaria de um dia comer um croissant com chocolate”, a primeira restrição que se lembra de ter feito na sua alimentação, já lá vão uns dez anos. Mas “ainda é muito difícil comer uma coisa que sabe bem.”

É como se não tivesse esse direito. “Recuso, à partida, tudo o que dê prazer. Já nasci assim.” Francisca cresceu julgando-se culpada de um mal indefinido. Habitou-se a castigar-se por causa disso. Ainda hoje carrega sobre os ombros o peso do universo.

SUSANA REAPRENDE A VIVER

Susana sabe que precisa de aprofundar o trabalho sobre si própria, “saber quais são as causas”, embora esteja convencida de que o distúrbio alimentar é fruto de uma profunda depressão. “Passa tudo por uma chamada de atenção. Uma necessidade de afecto e controlo. Quando não comes, tens o poder ilusório de que controlas alguma coisa.” A pouco e pouco, Susana reaprende a viver. Mas há coisas difíceis de mudar: não sabe se alguma vez voltará a comer um bolo.
Myriam Zaluar

Professorzecos

Organigrama da avaliação

Pantufa Negra :Onda de 'manifs', 'tsunami' de manifestantes

terça-feira, 4 de março de 2008

Linha do cancro: 100 chamadas por dia

A linha telefónica faz esta terça-feira um mês de existência.


Quase 100 pessoas ligam a cada dia para a Linha Cancro, a linha telefónica de apoio a doentes oncológicos da Liga Portuguesa Contra o Cancro (LPCC), que esta terça-feira completa um mês de existência, escreve a Lusa.

Passado o «boom» inicial (só no primeiro dia a linha recebeu cerca de mil chamadas), as actuais 80 a 100 chamadas diárias são para Vítor Veloso, presidente da LPCC, um »nível muito bom», que corresponde às suas «melhores expectativas».

«Este primeiro mês mostra o êxito deste serviço, que veio preencher uma lacuna enorme no nosso país», declarou à Lusa Vítor Veloso.

Cancro: trabalho português premiado
Quatro milhões de pessoas vão receber este SMS

Desde o passado dia 4 de Fevereiro, o Dia Mundial Contra o Cancro, qualquer pessoa pode ligar para o 808 255 255, entre as 09:00 às 22:00 horas, e ver as suas dúvidas respondidas por uma equipa de enfermeiras e psicólogas.

Como explicou o presidente da LPCC, são os doentes oncológicos quem mais recorre à Linha Cancro, colocando dúvidas sobre os seus casos e sobre opções de tratamento, mas também amigos e familiares de doentes, e pessoas que querem colocar questões sobre o cancro ou saber se têm a doença.

«Muitas vezes o doente quer simplesmente conversar», contou Vítor Veloso, assegurando que também para essas situações a equipa está «muito bem preparada».

Sublinhando o «óptimo serviço» prestado pela equipa de seis pessoas «treinadas para o efeito», Vítor Veloso lembra que antes desta linha ser criada a LPCC «recebia muitos e-mails e telefonemas», aos quais as pessoas não estavam contudo preparadas para responder.

Será feito estudo

O dirigente da LPCC revelou à Lusa que, completados três a seis meses do lançamento da Linha Cancro, a Liga lançará um estudo para saber por exemplo de onde são feitas as chamadas, qual o sexo dos utentes e que tipo de cancro têm.

«O estudo permitirá saber quais as regiões a que a linha ainda não chegou, nas quais a Liga terá de fazer uma campanha mais forte de divulgação», esclareceu Vítor Veloso.

Em Portugal o cancro mata mais de 20 mil pessoas por ano.

De acordo com os dados da Direcção-Geral de Saúde, em 2005 o total de óbitos por tumores malignos foi de 23.232, mais 395 casos do que no ano anterior.

http://www.portugaldiario.iol.pt/noticia.php?id=923117&div_id=291

segunda-feira, 3 de março de 2008

Professores: e a formação?

Artigo retirado da revista VISÃO:

Dê a sua opinião
Numa altura em que os professores se preparam para contestar nas ruas o sistema de avaliação dos docentes proposto pelo Governo, a VISÃO lança o debate, partindo de um texto de opinão de Daniel Ricardo. Veja o que dizem os docentes e participe.

Daniel Ricardo - 29 Fev 08
José Carlos Carvalho

Independentemente do mérito ou do demérito das políticas educativas do Executivo Sócrates, plasmadas em diplomas legais como os que regulam a carreira docente, a avaliação de desempenho e a gestão escolar, entre outros, uma coisa salta à vista: a ministra da Educação Maria de Lurdes Rodrigues pôs a carroça à frente dos bois.

Com efeito, sem bons professores não há sistema de ensino que funcione a contento. Por isso, a prioridade do Governo devia ser (ou ter sido) a de criar condições para uma adequada preparação dos professores, visando a boa execução das suas importantíssimas, delicadas e múltiplas tarefas, de cujo êxito ou inêxito depende o futuro do País.

Numa entrevista que me concedeu em 2002, a propósito da publicação do seu livro As Políticas de Educação em Discurso Directo, António Teodoro, especialista em Ciências da Educação, já dizia que a escola está a responder mal aos problemas levantados pela massificação, o principal dos quais, em sua opinião, reside na diversidade cultural. «A escola», afirmou ele, então, «foi criada para uniformizar, de acordo com os padrões do Estado-Nação. Em primeiro lugar, a língua: na escola portuguesa, não se permitia a ninguém que se exprimisse, por exemplo, em mirandês, ainda que essa fosse a sua língua materna; em segundo lugar, os hábitos culturais, impondo-se às crianças do campo uma cultura urbana, ou seja, tomando-se como modelo o aluno da classe dominante, a que os americanos chamam WASP (White, Anglo-Saxon, Portestant) e que nós, por analogia, poderíamos denominar BLC (Branco, Luso, Católico). O que se pedia aos professores era, pois, que ensinassem muitos como se fossem um só. Agora, pede-se-lhes que tenham em conta as diversidades culturais, que as respeitem e as ponham a dialogar. Mas eles não estão ainda preparados para essa grande alteração do paradigma escolar.»

Não surpreende que assim seja. Na perspectiva da História da Educação, foi muito rápida a transformação das populações escolares, antes homogéneas, em multidões de variadas origens não apenas culturais mas também étnicas e sócio-económicas, num contexto «de mudança de valores, em que o dinheiro e o lazer estão a ganhar peso, em prejuízo do conhecimento e da leitura, e instituições de socialização, como a Igreja e a família, se confrontam com uma profunda crise», conforme nota António Teodoro, naquela entrevista. O professor tornou-se, na verdade, uma espécie de «criada para todo o serviço» Além de ensinar, tem de ser pai ou mãe, psicólogo, assistente social, polícia. Isto é, atribuem-se à escola mais e mais responsabilidades, nas quais se diluem as funções docentes. «Quando se acumulam muitas e diversas competências, perde-se a noção de qual é a principal», concluiu António Teodoro.

Uma grande trapalhada

Neste contexto, impõe-se perguntar: Que modelos de formação profissional (estágio) tiveram os professores actualmente em exercício? Que componentes científicas, sociológicas e pedagógicas fazem parte desses modelos? Quem deu aos docentes formação profissional tinha para tal a preparação necessária, ou seja, era professor profissionalizado?

Além de se encontrarem em vigor numerosos modelos de formação, com conteúdos variados, num quadro de grande confusão, muitos formadores, nomeadamente os docentes universitários que dirigem e orientam os estágios integrados, não receberam formação profissional.

Nos últimos 34 anos, nunca, aliás, a preparação para a docência dos candidatos a professores constituiu a principal preocupação do legislador - ou seguiu a reboque das alterações introduzidas por decreto-lei no sistema educativo ou, pura e simplesmente, não foi contemplada pela legislação, o que consentiu que entrassem para a profissão docentes sem preparação profissional. Isto é: os governos que, naquele período, se sucederam no poder foram alterando, em certos casos profundamente e sempre por decreto, as práticas, sem cuidarem de preparar os professores para as mudanças exigidas pelos novos normativos.

Alguns exemplos ilustram o caos que se instalou no sector da formação:

- o Decreto-Lei 43/89, de 3 de Fevereiro, instituiu, nas escolas, a metodologia de projecto (Projecto Educativo de Escola);

- segundo o Decreto-Lei 269/89, de 29 de Agosto, a Área Escola é desenvolvida de acordo com a metodologia de projecto;

- desde que o Decreto-Lei 269/89 foi revogado na sua aplicação ao Ensino Básico pelo Decreto-Lei 06/01, de 18 de Janeiro, que o Projecto Curricular de Escola , o Projecto Curricular de Turma e a Área de Projecto se institucionalizaram;

- depois, por força do Decreto-Lei 74/04 de 26 de Março , o Decreto-Lei 269/89 deixou de se aplicar igualmente ao Ensino Secundário, passando a Área de Projecto a ser uma disciplina do 12.°ano.

Quem consegue entender-se, no meio desta teia de esquemas normativos acerca dos quais raros são os professores que estão convenientemente informados para poderem actuar tanto a nível da gestão curricular em projecto como no campo da gestão de sala de aula?

Finalmente, para não irmos mais longe, o Decreto-Lei 06/01 relançou uma série de disciplinas curriculares não disciplinares que qualquer professor pode ser chamado a leccionar – Área de Projecto (AP), Estudo Acompanhado (EA) e Formação Cívica (FC). De onde se induz que os professores, por exemplo, de Inglês e de Matemática têm de saber ensinar, não apenas Inglês e Matemática, mas também AP, EA e FC. Só que não tiveram, para isso, formação profissional apropriada.

Deste modo, à lista de tarefas que, na opinião de António Teodoro, os professores portugueses se vêem obrigados a desempenhar, temos de acrescentar, além da normal preparação académica para o ensino das disciplinas em que se especializaram, a constante acumulação de competências e saberes relativos, pelo menos, a

- metodologia de projecto;

- liderança e supervisão pedagógicas;

- ensinar os alunos a estudar;

- adaptar à escola o currículo e os programas nacionais;

Por quem e como são os professores preparados para tão complexa missão?

E, neste quadro, que justiça haverá na respectiva avaliação?

Use o espaço de comentário em baixo para dar opinião ou, se preferir, envie-nos um texto para o seguinte e-mail: opiniao@visao.pt

domingo, 2 de março de 2008

Campanha IRS da AMI

Escreva 502 744 910 no quadro 9 do anexo H da sua declaração e dê à AMI 0,5% do seu imposto.

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Destine 0,5% do seu IRS à LPCC, sem gastar nada!



Preparar aulas...

Como gosto muito de anedotas e acabei de receber esta por mail, deverasmente hilariante, aqui vai:


O país é pequeno e tudo se acaba por saber. Esta está demais...

Falei hoje com um colega socialista que esteve na reunião com o 1ºM e MLR e estava indignado porque quando alguém perguntou onde os professores avaliadores iriam arranjar horas para avaliar, assistir às aulas e todo o lado burocrático do processo, a ministra respondeu - que não havia qualquer problema porque os professores avaliadores eram professores titulares, portanto com muita experiência, e já não perdem tempo a preparar as suas aulas...

Como diria Fernando Pessa:"E esta, hein?"

Indecisa entre blogar e moodlelar

Pronto, por ora, optei por blogar, sempre é uma experiência nova!
Mas pesa-me a consciência pois tenho imenso trabalho para fazer nas minhas disciplinas do moodle!

Ainda me doi muito o braço, estou com uma tromboflebite e como só tou a tomar maxilase parece não ser o suficiente, vamos lá ver se não tenho que tomar antibiótico!
(Xiiiiiiiiiiii, acabei de ver a explicação grrrrr, acho que vou à clinica amanhã, ou então passo a tomar o nimed!)
Tou com dores desde terça e não tem melhorado muito :(
Agora devo ter que levar o 3º tratamento no outro braço e tenho medo que depois aconteça o mesmo, assim passava a ser bimaneta, o que não é lá muito simpático...

Agora estou esperando as minhas pulgas que foram às compras com o pulgão lol, prometi-lhes fazermos uma tarte de maçã quando chegassem, tou mesmo a ver como vou estender a massa folhada...

Logo vamos jantar à casa dos meus pais, ando muito triste, pois a minha mãe está cada vez pior :((((((

ATENÇÃO! Alteração do local de concentração da Manifestação dia 8 de Março em Lisboa


ATENÇÃO:
Novo local de concentração:

A previsão de um elevadíssimo número de participantes obrigou à alteração do local de concentração e ao percurso previsto -
a Marcha iniciar-se-à no Marquês de Pombal e seguirá para o Rossio

FENPROF CONVOCA TODOS OS DOCENTES PARA A:

“MARCHA DA INDIGNAÇÃO DOS PROFESSORES”

O Ministério da Educação e o Governo acabam de demonstrar, pela segunda vez em pouco tempo, que a atitude de total inflexibilidade até hoje revelada começa a apresentar c fragilidades.

Tal deve-se, essencialmente, à tremenda luta que os professores e educadores têm vindo a desenvolver e ao facto de não estarem isolados.

1º momento recente: a alteração de prazos para a avaliação do desempenho ser implementada nas escolas.

2º momento recente: hoje com algumas alterações ao seu projecto sobre a futura gestão das escolas.

MAS NÃO NOS ILUDAMOS: ESTAMOS PERANTE RECUOS TÁCTICOS, MANTENDO-SE A INTENÇÃO DE FAZER PASSAR O ESSENCIAL.

No 1º caso, mantém-se o regime de avaliação e pretende-se que, independentemente dos prazos, se aplique este ano e nos moldes previstos.

No 2º caso, mantém-se o essencial do projecto da gestão, senão vejamos as questões que ficam por alterar:

· imposição de um órgão unipessoal de gestão;

· grande concentração de poderes no director;

· percentagem reduzida de docentes no Conselho Geral;

· desvalorização do Conselho Pedagógico, subordinando o primado do pedagógico ao administrativo;

· fim de princípios fundamentais como os da colegialidade e elegibilidade.

Apesar disto, não desvalorizamos os pequenos recuos que começam a vislumbrar-se e, quando assim é, cresce a certeza de que agora, mais do que nunca, há que lutar e aproveitar estas fragilidades do ME.

É nesse contexto que a FENPROF afirma que:

ESTE É O MOMENTO PARA APROFUNDAR A LUTA DOS PROFESSORES E DAR-LHE EXPRESSÃO DE RUA, PELO QUE, A FENPROF PROMOVE A

“MARCHA DA INDIGNAÇÃO DOS PROFESSORES”

A FENPROF convoca todos os professores e educadores portugueses para uma Grande Manifestação Nacional a realizar no sábado, dia 8 de Março, em Lisboa.

Esta Manifestação designar-se-á MARCHA DA INDIGNAÇÃO DOS PROFESSORES e decorrerá sob a consigna:

ASSIM NÃO SE PODE SER PROFESSOR!

A ESCOLA PÚBLICA NÃO AGUENTA MAIS ESTA POLÍTICA!