segunda-feira, 28 de julho de 2008

Fiz o penúltimo tratamento na 6ª feira

Na sexta fui fazer as minhas análises de manhã, não correu muito bem pois tiveram que picar duas vezes à procura de veia. Isto pra mim foi horrível pois fez-me lembrar que estou doente! Quando a técnica me disse que tinha que procurar outro sitio para picar só me lembrei dos "tóxicos" que se picam no pescoço e nos pés quando não têm veias! Mas ela lá conseguiu na mão. Vim de lá desanimada, a pensar como seria à tarde.

No caminho para a clinica é que me lembrei que não tinha tomado os comprimidos na 5ª à noite nem na 6ª de manhã! Também me tinha esquecido de levar os inquéritos que ando a preencher para um estudo sobre a anemia como efeito secundário dos tratamentos.

Quando lá cheguei ainda não tinham chegado os resultados das análises, mas após telefonema para o laboratório lá chegaram para o fax central (eu enganei-me a dar o número) estou com neutrofilia ligeira (problemas com o meu sistema imunitário), já estou a levar injecções de GRANOCYTE® 13 para equilibrar a produção dos neutrófilos.

Claro que quando foi para picar para o tratamento já estava em stress só de pensar como seria! Ainda o enfermeiro me estava a agarrar a mão e a dar palmadinhas já me estava a queixar lol
Lá começou ele a dizer que eu estava com o mimo lol Mas correu bem e foi logo à primeira, as injecções também não doem nada e hoje já vou levar a última.

jokas




sábado, 26 de julho de 2008

Já estou de volta!

Chegámos na quinta às 19h30, as pulguitas lá foram sempre à praia (a principio diziam que ficavam comigo em casa, mas logo mudaram de ideia), fizeram quatro semanas de seguida!

As coisas correram bem, eu é que andei um pouquito triste pois senti a falta da minha mãe :(

Na 5ª o Luis foi passear com elas pela parte das rochas e deu um pontapé numa e ficou cheio de dores no dedão do pé, mas não quis ir ao hospital, na 6ª quando acordou o dedo estava rocho e continuou a não querer ir ao hospital, pelo caminho lá o convenci a ir ao hospital quando chegássemos. Tinha o dedão partido, não dá para fazer nada, excepto usar uma ligadura a fazer de tala com o dedo do lado e muito descanso. Segunda já ele vai trabalhar e não sei como vai levar os sapatos, mas não o estou a ver ir de fato e sandália!





quarta-feira, 23 de julho de 2008

Alterações às regras de organização do ano lectivo de 2008/2009

Mais leitura...

A definição de condições para que os professores avaliadores procedam à avaliação dos outros docentes é um dos objectivos das alterações ao despacho relativo à organização do ano lectivo, publicadas no Diário da República.

De acordo com este despacho, a avaliação de desempenho de outros docentes é um dos cargos que se incluíram na componente não lectiva a nível de estabelecimento, segundo determinadas regras.

Assim, para cada avaliador deve considerar-se o critério de uma hora semanal para a avaliação de quatro docentes.

Quando as horas de componente não lectiva de estabelecimento e as horas de redução de que o professor usufruiu não forem suficientes, procede-se à redução da componente lectiva do docente.

Relativamente aos docentes da educação pré-escolar e do 1.º ciclo do ensino básico, sempre que o número de horas da componente não lectiva de estabelecimento do avaliador fique esgotado pelo número de docentes a avaliar, observam-se os seguintes procedimentos.

Sempre que o docente avaliador tenha mais do que sete docentes a avaliar, pode optar por ficar sem grupo ou turma atribuída.

Nestas circunstâncias, só se o número de professores a avaliar for superior a 21 é que o docente avaliador pode delegar as suas competências de avaliador noutro professor titular do departamento.

Nos casos de delegação de competências de avaliador num professor titular do quadro do agrupamento ou da escola ou num professor nomeado em comissão de serviço, só um dos delegados deve ficar sem grupo ou turma atribuída.

Os professores que, de acordo com estas condições, fiquem sem grupo ou turma exercem as horas correspondentes à componente lectiva não utilizada nas funções de avaliação de desempenho, na coordenação das actividades da componente de apoio à família da educação pré-escolar e no apoio educativo e apoio ao estudo aos alunos do 1.º ciclo.

Aos docentes destes níveis de educação e de ensino que exerçam as funções de avaliador e tenham grupo ou turma atribuído não devem ser distribuídas actividades de apoio ao estudo.

Apoio educativo

O apoio educativo aos alunos dos 2.º e 3.º ciclos do ensino básico e do ensino secundário deve ser prestado, sempre que possível, pelo professor da respectiva disciplina ou área disciplinar.

Os tempos supervenientes assinalados no horário dos professores, que, conforme o número de aulas leccionadas, oscilam entre os 45 e os 90 minutos por semana, no caso dos docentes com componente lectiva igual ou superior a 14 horas semanais, são destinados a apoio educativo e de enriquecimento e complemento curricular.

Para apoio educativo aos alunos do 1.º ciclo, os agrupamentos podem dispor de um crédito de horas lectivas semanal. Estas horas são atribuídas aos professores existentes na escola sem turma atribuída ou com horários com insuficiência de tempos lectivos ou que exercem as funções de avaliação de outros docentes e não tenham turma atribuída.

Se a componente lectiva dos docentes do agrupamento estiver preenchida e existirem horas disponíveis no crédito de escola, pode proceder-se à contratação de outros professores para apoio educativo.

Componente não lectiva de trabalho individual

Na determinação do número de horas destinado a trabalho individual e à participação em reuniões deve ser tido em conta o número de alunos, de turmas e de níveis atribuídos ao professor, não podendo ser inferior a 8 horas para os docentes da educação pré-escolar e do 1.º ciclo, e para os outros ciclos do ensino básico e ensino secundário 10 horas para os professores com menos de 100 alunos e 11 horas para os docentes com 100 ou mais alunos.

Para mais informações, consultar o despacho publicado no Diário da República.


Determinação de percentagens máximas para a atribuição de classificações de mérito

Parece-me que isto vai alterar a distribuição da carga horária, lá vem mais uma bola de neve no verão...


As percentagens máximas para a atribuição de classificações de mérito, no âmbito do novo regime de avaliação de desempenho do pessoal docente, são determinadas através de um despacho que aguarda publicação no Diário da República.

A determinação das percentagens máximas para a atribuição das classificações de mérito deve ser entendida como um padrão de referência para o grau de exigência a adoptar na atribuição dessas classificações no quadro de um sistema do reconhecimento do mérito e de promoção da excelência.
De acordo com o despacho conjunto dos ministérios das Finanças e da Administração Pública e da Educação, as percentagens máximas para a atribuição das classificações de mérito em cada agrupamento ou escola, na sequência do procedimento da avaliação de desempenho, são de 5 por cento para a menção qualitativa de Excelente e 20 por cento para a menção qualitativa de Muito Bom.
Relativamente às escolas que já foram objecto de avaliação externa, o despacho determina as percentagens para a atribuição das menções qualitativas de Excelente e de Muito Bom, tendo em conta as classificações obtidas nos domínios e nos factores que compõem a avaliação das escolas.
Assim, consoante as classificações obtidas na avaliação externa das escolas, as menções qualitativas de Excelente podem subir para valores que oscilam entre os 6 e os 10 por cento, enquanto as menções qualitativas de Muito Bom podem variar entre os 21 e os 25 por cento.
As percentagens máximas agora estabelecidas aplicam-se, de forma independente, aos seguintes universos de docentes: professores titulares que exerçam funções de avaliação; restantes professores titulares; professores e ao pessoal docente contratado, com excepção dos coordenadores de departamento curricular ou de conselho de docentes, que têm percentagens máximas específicas.
Para mais informações, consultar o despacho que aguarda publicação no Diário da República.



terça-feira, 22 de julho de 2008

domingo, 20 de julho de 2008

Programa do Mini-Cruzeiro à Ilha da Madeira em Ferry Boat Volcán de Tijarafe “Armas”.

Agora já se pode ir de ferry ao Funchal.

Horários das viagens entre Portimão-Funchal

Saída de Portimão: Domingos às 11h30m
Chegada ao Funchal: Segundas às 09h00m

Saída do Funchal: Sábado às 10h30m
Chegada a Portimão: Domingos às 08h00m


Mais informação

sábado, 19 de julho de 2008

8º Festival do Caracol Saloio

Isabel esta dica é para ti lol Agora não tens desculpa para dizer que não gostas de caracol, com tanta receita. Temos que lá ir.
in Expresso

Festival do Caracol Saloio: 18 a 27 Julho

Horário:
Dias de semana das 17h00 às 24h00
Fins-de-semana das 16h00 às 24h00

Localização:
Junto ao Pavilhão Paz e Amizade, na cidade de Loures

O tempo

Olá, cá estou! Finalmente consegui fazer com que o meu modem trabalhasse!
Ontem ainda fui trabalhar até às 11h30 (tive que adiar as férias), esperei que o Luis e meu pai chegassem de Carnaxide, onde o meu pai foi fazer o PET, finalmente!
Às 15h lá partimos, debaixo daquela torreira! A minha Pina ia morrendo com o calor, tadita. Não havia ar condicionado que chegasse para arrefecer o carro! Apanhamos 41ºC no Alentejo!
Depois de jantar ainda estava uma brasa e fomos à praia, às 21h estavam 33ºC, foi dificil não as deixar mergulhar, mas não tinhamos levado as toalhas, ficaram-se apenas pela água na cintura hehehe
E hoje esta mudança de tempo! Começou o dia com sol, depois nuvens, vento e nem deu para irem à praia, agora está uma humidade no ar! O São Pedro está mesmo a ficar velhote.

cya

segunda-feira, 14 de julho de 2008

Ingrid Betancourt na primeira pessoa

14.07.2008

in Público
Ingrid Betancourt esteve sequestrada pelas FARC quase sete anos. No dia 2 de Julho foi libertada com outros 14 reféns na sequência de uma operação infiltrada do Exército colombiano. Diz que foi "um milagre". E desde então tem-se desdobrado em entrevistas. Mas das torturas de que foi alvo não fala. Fala de perdão. De fé. E de amor. Por Andreia Sanches
Durante todo este tempo vivi na selva. Dormíamos em tendas feitas de material camuflado. Nos últimos sete anos, passei os dias a coçar-me por causa dos insectos. Todos os dias. Foi um inferno. Um inferno para o corpo e para o espírito. Estivemos acorrentados. Tivemos que esconder-nos. Tivemos que correr. Tivemos os olhos vendados. Tínhamos todo o tipo de dores. Dores pequenas, grandes dores...
Conhecia todos os reféns que foram resgatados [no dia 2 de Julho]. Foram a minha família durante anos. Amo-os e estou muito feliz por estarem livres. Fomos torturados. Mas não vou falar sobre isso. Não estou preparada. Não sei se alguma vez vou estar. Creio que é suficiente para o mundo saber que a guerra é algo que destroça vidas e almas. Muitas coisas que aconteceram na selva têm de ficar na selva.
Era a única mulher no acampamento. Tomar banho, mudar de roupa, tudo era difícil para mim. Por exemplo, tinha este cabelo que cresceu, cresceu, cresceu e lavá-lo demorava muito mais tempo que os outros. Como andava sempre atrasada eles [os elementos das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC)] passavam o dia a gritar comigo.
Na selva, nunca se sabe o que vai acontecer a seguir. Pode-se estar a almoçar, num momento, e no segundo seguinte está-se a receber ordens para arrumar as coisas e ir embora. E tem-se cinco minutos para ficar pronto. E isto pode acontecer em qualquer altura. Podemos ficar num campo por um dia ou podemos ficar por seis meses. Nunca se sabe.
É preciso uma disciplina especial para ir fazendo coisas diferentes, para manter a noção das datas e os dias, para manter os pés assentes no chão. Tentava fazer coisas especiais em ocasiões especiais. No Natal, por exemplo. No Ano Novo. No aniversário dos meus filhos.

Ordem para matar
Tinha um rádio. Era a minha televisão e o meu DVD e todas essas coisas que existem agora e com as quais não sei lidar. De manhã cedo ouvia as mensagens da minha mãe. Na Colômbia há um programa especial através do qual familiares de vítimas de sequestro podem enviar as suas mensagens e ela costumava telefonar. Também ouvia a BBC todos os dias. Sei os nomes de todos os locutores. E ouvia o barulho de fundo quando eles falavam, ouvia se estava vento...
Vivi sete anos com a consciência de que a morte era a minha companheira de todos os dias. Sabia que eles tinham ordens para matar-me se alguém tentasse resgatar-me.
Há duas categorias de prisioneiros das FARC: os prisioneiros de guerra - militares e polícias - e os prisioneiros políticos, como eu. Estes últimos são os mais odiados, somos os "porcos responsáveis pela guerra". As FARC dizem ser os únicos que combatem pelos colombianos, com as armas. Eu dizia que também combatia, mas com ideias. Tinha vontade de lhes perguntar: "Como ousam acreditar que o vosso combate é melhor do que o meu?" Eu luto pela justiça social. E contra a corrupção. Eles causam a corrupção. Pagam a pessoas do Estado para passar armas e drogas.
Terei contactado com mais de 300 guerrilheiros de todas as idades, de todas as condições. Destes 300, não terá havido mais de dois ou três a revelar um comportamento de compaixão.
As FARC jogam com os sentimentos. Torturam-nos e tratam-nos como um cão, mas se precisam de alguma coisa, transformam-se - e estes seres horríveis e falam com gentileza. Mas houve duas ou três pessoas que me ajudaram, apesar da pressão do grupo e de saberem que se tivessem um comportamento diferente comigo podiam ser punidos, ir a conselho de guerra, ser fuzilados. Houve um momento em especial em que estava muito doente e precisava de medicamentos. E alguém arriscou e passou-me os medicamentos às escondidas.

Bravo Maria
Passei por coisas terríveis. Acho que o pior foi ter percebido que os seres humanos podem ser tão horríveis com outros seres humanos.
Num ambiente de solidão espiritual, quando à minha volta não havia mais do que inimigos agressivos, aprendi a não reagir como reagia antes. Tive que aprender o silêncio e a baixar a cabeça. Só podia falar com a Virgem. Bravo Maria.
Descobri que podemos ser levados a odiar uma pessoa, a odiar com todas as forças do nosso ser e, ao mesmo tempo, a encontrar o alívio através do amor. Dizia: "Por ti, Senhor, não vou dizer que o odeio". Por vezes, um guerrilheiro vinha sentar-se junto de mim, cruel, abominável, e era capaz de lhe sorrir.
À noite, sonhava com os meus filhos. Quando chegou o momento de reencontrá-los, foi melhor, muito melhor do que o que sonhei. São seres humanos fantásticos. Portanto estou muito grata a Deus porque sei que eles sofreram e que podiam estar cheios de raiva e amargura. Mas o que encontrei... como dizer isto? Foi dois seres espiritualmente elevados.
No dia em que fomos resgatados acordámos às quatro da manhã, como habitualmente. Como sempre, rezei. Ouvi as notícias na rádio. Ouvi as mensagens da minha mãe. Depois tiram-me as correntes e disseram-nos que tínhamos que preparar-nos, arrumar as coisas. Soubemos que havia um helicóptero a chegar com uma espécie de comissão internacional que queria falar-nos... mas não sabíamos ao certo o que ia acontecer. Um dos comandantes veio falar comigo e perguntei-lhe o que é que podíamos esperar. Disse que o helicóptero iria levar-nos para outro local para, provavelmente, falarmos com um comandante superior. Disse-nos que talvez nos fossem libertar, ou transferir para outro local, ou que talvez voltássemos ao acampamento.
Partilhei essa informação com os meus companheiros. Pensámos que talvez um de nós fosse ser libertado. Rezávamos para que fosse a nossa vez. Mas não queria ser libertada sem ser com os outros, não queria que isso acontecesse.
Depois ouvimos os helicópteros. Atravessámos o rio e ficámos perto do local onde foi feita a aterragem. Do helicóptero saíram quatro homens e uma mulher. Os meus companheiros perguntavam-me: "São franceses? São suíços?" E eu dizia: "Não sei, não sei quem são. Não reconheço ninguém." Os guerrilheiros mandaram-nos calar. Estavam excitados e agressivos.
Achei que aquilo afinal não era nenhuma comissão internacional. Que era uma fraude. E havia um homem com uma câmara a filmar-nos. Senti-me muito desconfortável. Não queria que ele me filmasse. Pensei que queriam mostrar ao mundo que estávamos vivos e que iam usar aquelas imagens para dizer ao mundo que eram bons tipos e que nos estavam a tratar bem e que nos iam manter no cativeiro mais cinco ou seis anos.
Disseram-nos que para entrarmos no helicóptero tinham que amarrar-nos as mãos. Foi muito humilhante. Tínhamos aqueles tipos armados à nossa volta e queriam amarrar-nos as mãos?

Um grito do fundo do estômago
Quando o helicóptero levantou voo, neutralizaram o comandante que entrou connosco. Toda a gente o estava a pontapear. E depois ouvimos a voz do líder do grupo a dizer: 'Somos do Exército colombiano. Estão livres." Não consigo encontrar palavras para descrever... tinha que ser real. Quem iria brincar com uma coisa daquelas?
O tipo que gritou transmitia uma energia incrível. Foi maravilhoso. Gritei. Foi um grito que veio do fundo do meu estômago. E depois abracei toda a gente, beijei toda a gente... quer dizer.... foi de loucos. Foi muito intenso. Chorámos. Não foi o melhor momento da minha vida - o melhor momento da minha vida foi o nascimento dos meus filhos. Mas foi o melhor momento desta provação.
A viagem no helicóptero pareceu durar uma eternidade. Estava assustada. Pensava: "E se o helicóptero cai? E se tivermos um acidente?" É estúpido, mas pensava nisso. Perguntei: "Quanto tempo vamos demorar?" Disseram-me três minutos. E aqueles três minutos pareceram uma eternidade.
Agora que estou livre sinto-me noutro planeta. Aquelas pessoas [os guerrilheiros] parecem-me... extra-terrestres. A única coisa que quero, e rezo por isso, é que Deus os abençoe.

Tenho que construir uma vida
Os últimos dias têm sido intensos. Estou exausta. Estou num estado de euforia. E espero que não passe. Espero não me esquecer do quão bom é estar viva e ser livre. É um privilégio.
Sei que não tenho uma vida, tenho que construir uma. Sei que os meus filhos têm a sua vida e que têm que continuar com ela. Estou a aterrar da pára-quedas na vida das pessoas que têm as suas actividades diárias e eu não tenho nada. Há seis dias estava acorrentada a uma árvore. Agora estou livre e a tentar perceber como é que vou viver daqui para a frente.
Nas primeiras noites em que voltei a dormir numa cama só pensava como é incrível. O meu corpo estranhou e gozou cada bocadinho. É fácil adaptarmo-nos às coisas boas. É difícil habituarmo-nos às más.
Não quero esquecer o que aconteceu, mas quero perdoar. Aprendi a perdoar. E não apenas os meus carcereiros, mas também os meus companheiros com quem tive, por vezes, momentos difíceis, as pessoas que amava e que disseram horrores como por exemplo "se foi sequestrada foi porque se pôs a jeito."
Nunca, nunca, nunca perdi a fé. Deus esteve comigo do primeiro ao último dia da minha horrível experiência. E Ele continua comigo. E eu rezo todos os dias. Desde o momento em que fui libertada peço-lhe que nos conceda o milagre de libertar os outros reféns como fez connosco. Porque para mim foi um milagre.
No dia 20 de Julho há uma grande marcha na Colômbia para pedir a libertação dos reféns, para dizer às FARC: "Párem. É infame o que vocês fazem." Quero que este combate não seja só um combate dos colombianos. Quer que seja um combate de todo o mundo. Os reféns precisam que se lute por eles como se lutou por mim.
A partir de entrevistas de Ingrid Betancourt a Larry King, na CNN, à BBC e aos jornais The Guardian, Libération e La Croix

sábado, 12 de julho de 2008

Namorados

Conversa, ao almoço,com as minhas pulgas sobre namorados. lol

Adriana-Quando formos grandes vamos ter muitos namorados?
Eu (nada convencida e muito moralista)-Vão ter muitos pretendentes, mas só podem ter um namorado. Têm de escolher o melhor!
Ana:- Eu já tenho um, o Hugo, e tem piscina e tudo!

lol Embrulha Ana Maria!

Parabéns Zé

Muitas felicidades e muitos anos de vida!
Convido-te para uma bjeca em Setembro!
Jokas

sexta-feira, 11 de julho de 2008

A dança do pepino

Gostei, vá-se lá saber porquê...

Campanha de adopção contra o abate

O canil/gatil municipal do Seixal não abate os animais recolhidos e por isso promove campanhas de adopção no último sábado de cada mês e em algumas datas suplementares, como o próximo sábado, dia 12.

Estão também previstas campanhas extra para os dias 13 de Setembro e 13 de Dezembro.

Intitulada "Adopte um Amigo de Quatro Patas", esta iniciativa conta com o apoio do grupo de voluntários deste canil/gatil municipal.

Para adoptar um animal é necessário ter 18 anos, apresentar um documento de identificação pessoal e preencher um termo de responsabilidade de posse de animal.



in expresso

quinta-feira, 10 de julho de 2008

Novidades

Olá cá estou eu, já pronta para outro! lol
Só tive umas dorzitas no esqueleto de 2ª para 3ª e na 4ª , mas agora já passaram!

Só hoje consegui ir à escola e consegui por férias a dia 17.

Hoje lá fui completar a revisão do carro, desde 2ª que ando a gastar dinheiro!
O Luis foi na 2ª e não tinham as pastilhas dos travões, ontem fui trocar os 4 pneus. Tudo junto ficou pelos 800 euros!
Quando era pita queria ser mecânica, acho que fiz mal em ter desistido lol 37,20 euros à hora não estava nada mal!

jokas






terça-feira, 8 de julho de 2008

Parabéns Ana




Parabéns amiga! Muita saúde e muitas felicidades!

domingo, 6 de julho de 2008

Parabéns Crocodilinho!




Muitos parabéns, muitas felicidades e muitos beijinhos de todas as meninas cá de casa!

PS. Desculpa lá as férias, para o ano é a dobrar:)

sábado, 5 de julho de 2008

4ºTratamento de quimioterapia- Docetaxel+Ciclofosmida

Ontem lá fui fazer o meu 4º tratamento, o 1º desta fase.
Os primeiros 3, foram feitos entre 1 de Fevereiro e 14 de Março (Epirrubicina
e ciclfosfamida. Os efeitos secundários a curto prazo foram as náuseas e os vómitos (estes apenas no 2º tratamento). Depois as dores nas veias, a queda do cabelo (não caiu nas pestanas nem sobrancelhas) e pelos vistos a toxicidade cardiaca, o pior efeito.

Agora comecei a fazer Docetaxel+Ciclofosmida, demorou mais tempo cerca de 1h15. Saí de lá às 18h30, já estava enjoada, mas tinha noção que era psicológico, pois cada vez que tenho que ir à parte dos tratamentos começo logo a enjoar só de pensar nisso!
Cheguei lá às 16h, mas só comecei às 17h e aquele tempo de espera, juntamente com os odores e os nervos, estava a dar cabo de mim!
O bom deste medicamento é que é incolor, pois criei uma aversão ao vermelho que só de ver a cor ficava nauseada.
Cheguei a casa às 20h e ainda jantei, hoje também está tudo a 100%, por um lado é bom, por outro é angustiante pois estou na espectativa do que me espera! Treta!
Também já sei que faz efeitos a mais longo prazo, mas o que mais temo são as naúseas e no entanto é dos menos prejudiciais. Também afecta muito o sistema imunitário, os globulos vermelhos e os brancos. Tenho que beber muito sumo de beterraba, pois ajuda, o bom é que adoro beterraba, em sumo, cozida, crua :)
Só quando estava grávida da Adriana é que não me apetecia muito, mas depois continuei a comer na boa. Quando são doces até as como inteiras, cruas (e lá se fica com a boca toda roxa lol)também faço o mesmo aos nabos hehehe

jokas

quarta-feira, 2 de julho de 2008

Colômbia: Ingrid Betancourt e três réféns americanos libertados pelo Exército

in Público

Finalmente conseguiram libertar Ingrid Betancourt! Parece incrível, mas esteve prisioneira 6 anos e só lá foram com diplomacias...

Ingrid Betancourt e três reféns norte-americanos há vários anos em poder da guerrilha das FARC foram libertados pelo Exército colombiano, anunciou o ministro da Defesa, Juan Manuel Santos. O responsável revelou que outros 11 militares foram também libertados nesta operação.

O ministro adiantou que o estado de saúde dos antigos reféns é considerado "razoável" tendo em conta os anos passados em cativeiro, em situações adversas na selva tropical.

Betancourt, que detém dupla nacionalidade francesa e colombiana, foi sequestrada em Fevereiro de 2002, quando fazia campanha para as presidenciais que viriam a ser ganhas pelo actual Presidente Álvaro Uribe.

Desde então foram feitas várias tentativas para conseguir a sua libertação, a última das quais promovida, no início deste ano, pelo Presidente venezuelano, Hugo Chávez. Mas os contactos com a Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC) tornaram-se mais difíceis depois de o “número dois” da guerrilha ter sido abatido numa operação do Exército colombiano no Equador, em Março passado.