quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

O meu pai já está em casa

O meu pai teve alta ontem à tarde. Já come um pouco e não precisa de estar a soro. Trouxe a medicação toda e vai faze-la em casa. Agora só lá voltará no dia 6 de Fevereiro, teve que atrasar uma semana o 3º tratamento. Só quero é que aquelas aftas passem rápido e por completo!

sábado, 24 de janeiro de 2009

Noticias do meu pai

Antes de mais quero agradecer as mensagens de apoio:)
O meu pai está a soro e antibiótico. Na 5ª teve febre, mas ontem já estava bem:)
As dores é que são horrivéis e estão-lhe a dar morfina. Pelo menos enquanto faz efeito não lhe doi tanto. Ontem já estava mais animado e com força para ficar bom para o próximo tratamento.
Do IPO só conhecia o pequeno pavilhão dos diabetes, não fazia ideia de como eram as enfermarias:( É um ambiente bastante pesado.

jokas a todos e uma jokinha especial à Maisa e à Gigi.

Update: Hoje já estive com o meu pai, está praticamente na mesma. Ontem a febre voltou à noite, mas hoje já tinha passado. Ele está-se a esforçar para comer qualquer coisa e vai aguentando as dores. A morfina continua.

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

O meu pai, a quimio e as aftas

Desde 25 de Dezembro que o meu pai começou a sentir dores por causa das aftas, entretanto fez o segundo tratamento no dia 12, o que agravou mais a situação. No sábado foi ao IPO e passaram uns medicamentos mas não resultaram e hoje teve que lá voltar, pois já não conseguia engolir nem a própria saliva:( Terá que ficar internado uns dias. Amanhã vou ver se consigo falar com a médica dele para saber como será o próximo tratamento.
Força paizinho!

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

Fernanda Serrano grávida de 4 meses


Notícia que saiu hoje no jornal 24h.
Será?

sábado, 10 de janeiro de 2009

Menina inglesa nasce sem gene defeituoso do cancro da mama

Noticia retirada da Edição Impressa do Público de hoje



Acho maravilhosa esta notícia e o meu médico disse-me que se poderia fazer o teste aos 16 anos.

Eu não teria filhos depois de um cancro, mas cada caso é um caso e esta é uma boa noticia para quem não quer transmitir esta terrível doença.

Por outro lado, eu gostava muito de saber como é que funciona esta treta do "Por outro lado, se no cancro da mama é possível recorrer a rastreio e prevenção..." parece que querem passar a ideia que quem "faz rastreio e prevenção" não lhe aparece cancro!
O cancro aparece quando lhe apetece e nós só temos que ter a sorte de o descobrir no inicio!

Infelizmente só mo detectaram um ano depois, porque acham que não temos idade para isso:(
Boa Dr. Espirito Santo!
jokas






10.01.2009, Andrea Cunha Freitas e Catarina Gomes
Um teste genético conseguiu reduzir o risco de desenvolver uma doença. A discussão ética sobre os limites desta aplicação já começou

A menina nasceu em Londres e nunca virá a ter o tipo de cancro da mama que há três gerações afecta mulheres da família do seu pai. É a primeira vez que em Inglaterra nasce uma criança rastreada para um tipo de mutação genética que está na origem de cancro quando era ainda um embrião.
"Esta rapariga não enfrentará a perspectiva de vir a sofrer desta forma genética de cancro da mama e dos ovários na sua vida adulta", disse Paul Serhal, médico que dirige a unidade de procriação medicamente assistida do hospital University College, em Londres. Caso tivesse nascido com a mutação genética BRCA1, este bebé teria 80 por cento de probabilidades de desenvolver uma forma de cancro da mama - responsável por cinco a dez por cento dos casos totais - quando fosse adulta e 60 por cento de hipóteses de vir a ter cancro dos ovários.
Mas o caso veio levantar questões éticas. O que neste caso está em causa não é uma certeza de desenvolver uma patologia, mas um risco de vir a sofrer a doença que, "com medidas de vigilância apertada se pode prevenir", nota Teresa Martins, bióloga do Laboratório de Patologia Molecular do Instituto Português de Oncologia (IPO) de Coimbra.
"Devo ter filhos?" é uma pergunta que Gabriela Sousa, directora da consulta de risco familiar do IPO de Coimbra, ouve das doentes a quem foi detectada a mesma mutação. "A decisão é pessoal" e a médica limita-
-se a dar-lhes os dados como o facto de terem 50 por cento de possibilidade de transmitir o gene ao filho. Na consulta segue duas irmãs com a mutação. Uma delas tem 32 anos, já teve cancro da mama, decidiu não arriscar ter filhos e está a tentar adoptar. A outra ainda não sabe.
Gestão do risco
Fátima Vaz, responsável da consulta de risco familiar do cancro da mama no IPO de Lisboa, considera "compreensível" que se considere este caso "um sucesso em termos científicos estritos", mas pensa que têm que ser situações excepcionais. A médica percebe a decisão de famílias com vivências traumáticas de cancro, mas sublinha que a gestão de risco, que inclui o teste que detecta a mutação da mulher e a vigilância anual através de exames, não deve servir para evitar que bebés nasçam, mas "para que nasçam e vivam com mais segurança". Se derem positivo à mutação serão vigiados só quando forem adultos (os exames não costumam ser antes dos 25 anos). Na sua opinião, neste caso está em causa "selecção genética" - "seleccionou-se uma pessoa baseada num aspecto" - e pergunta como se pode saber se um embrião que não foi escolhido não seria "mais feliz, um cidadão melhor". Adianta que se abre "um precedente que, no limite, leva à eugenia".
A lei portuguesa permite o diagnóstico pré-implantação com o objectivo de "identificar embriões não portadores de anomalia grave, antes da sua transferência para o útero da mulher". Para Alberto Barros, director do Serviço de Genética da Faculdade de Medicina do Porto, uma mutação genética com 80 por cento de hipótese de resultar em cancro entra na categoria de "anomalia grave". Como sempre que se abre uma porta deste tipo, "é simultaneamente estimulante e perverso, porque pode criar efeitos contrários e excesso de uso". Mas "o espírito do diagnóstico pré-implantação é fazer com que haja menos doenças graves na geração seguinte".
"Onde vamos parar?" - questiona Jorge Pinto Bastos, especialista em Genética Preditiva no Instituto de Biologia Molecular e Celular da Universidade do Porto, adiantando que não tem conhecimento de nenhum caso deste género. "Até agora, estávamos a falar de doenças genéticas ou anomalias nos cromossomas em que o risco de desenvolver uma doença era de 100 por cento. Deixámos este absoluto, este preto e branco, e entrámos agora no território do cinzento." A verdade é que, aberto este precedente, quase tudo é possível. Ou seja, conhecendo a mutação em causa, será possível recorrer a um DGPI para qualquer doença em que se verifique uma predisposição genética? "Teoricamente, sim. Abriu-se uma porta e o mais natural é o leque de doenças a rastrear alargar", diz o especialista, concluindo que "é forçoso promover um grande debate e perceber quais são os limites". Manuel Teixeira, do Serviço de Genética do IPO do Porto, nota ainda: "A definição do risco é subjectiva. Ter cinco por cento de probabilidades de desenvolver uma doença grave pode ser considerado um grande risco". O especialista alerta ainda para os contornos especiais deste caso: trata-se de uma uma doença que só se desenvolve na vida adulta. Por outro lado, se no cancro da mama é possível recorrer a rastreio e prevenção, no caso do cancro do ovário (que também está associado a este gene) não existe nenhuma forma de o rastrear.
É uma arma que pais passam a ter ao dispor para evitar que criança venha a nascer com uma mutação, constata Jorge Espírito Santo, presidente do colégio da especialidade de Oncologia da Ordem dos Médicos, que não vê aqui qualquer problema ético. O que esta técnica não pode nem deve é ser generalizada, avisa. Finalmente, Vasco Almeida, docente de Genética na Universidade do Porto, resume: "É um avanço eticamente discutível e excelente em termos científicos". com Alexandra Campos
O especialista Alberto Barros comenta o avanço científico: "É simultaneamente estimulante e perverso" .


quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

Parabéns mãe querida!
Foto in DOCETERE


Tenho tantas saudades tuas ...

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Identificado gene responsável pela propagação do cancro da mama

Activo em 30 a 40% dos pacientes e situado numa pequena região do cromossoma humano, este gene parece ser crucial para a formação de metástases, ao ajudar as células cancerosas a fixar-se aos vasos sanguíneos de outros órgãos do corpo.

Uma equipa de investigadores norte-americanos identificou um gene que desempenha um papel chave na propagação do cancro da mama e torna também os tumores mais resistentes à quimioterapia, segundo um estudo hoje publicado.

O gene, chamado Metaderina ou MTDH, está activo em 30 a 40% dos pacientes. Situado numa pequena região do cromossoma humano, este gene parece ser crucial para a formação de metástases, ao ajudar as células cancerosas a fixar-se aos vasos sanguíneos de outros órgãos do corpo.

A identificação do mecanismo genético envolvido na formação de metástases do cancro da mama poderá abrir caminho ao desenvolvimento de novos tratamentos capazes de neutralizar a actividade do gene e reduzir a mortalidade.

"Neutralizar esse gene nos pacientes com cancro da mama permitirá atingir simultaneamente dois objectivos importantes: reduzir o risco de recorrência do tumor e ao mesmo tempo a sua disseminação noutros órgãos", afirma num comunicado Yibin Kang, professor de Biologia Molecular na Universidade de Princeton (Nova Jersey) e principal autor do estudo.

"Estas são, clinicamente, as duas principais razões pelas quais os pacientes atingidos por cancro da mama sucumbem à doença", acrescenta o investigador, cujo trabalho vem hoje publicado na revista 'Cancer Cell'.

"Não só foi exposto um novo gene responsável pelas metástases do cancro, como se trata também de um desses poucos genes cujo modo de acção preciso foi esclarecido", comenta Michael Reiss, director do programa de investigação sobre cancro no Cancer Institute de Nova Jersey e um dos co-autores do estudo.

"Esta descoberta permitirá desenvolver um medicamento capaz de neutralizar o mecanismo de metástases do cancro", considera. Os investigadores descobriram também que o gene MTDH poderá também explicar a progressão e propagação de outros tipos de cancro, como o da próstata.

O estudo foi financiado pelo Departamento da Defesa, os Institutos Nacionais de Saúde e a Sociedade Americana do Cancro.

Apesar de não ser dos mais letais, o cancro da mama tem uma alta incidência e uma alta mortalidade, sobretudo na mulher, sendo que apenas um em cada 100 cancros se desenvolve no homem.

Em Portugal, com uma população feminina de 5 milhões, surgem actualmente 4.500 novos casos de cancro da mama por ano, ou seja 11 novos casos por dia, morrendo diariamente quatro mulheres com esta doença, segundo dados da Liga Portuguesa contra o Cancro.


In Expresso

sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

Fez hoje um ano que fui operada

Não gostei muito da data por ser logo a seguir ao ano novo, e se eles se enganassem na mama? Pelo sim, pelo não, marquei uma exérese dos nódulos mamários (descobri um na mamografia e depois outro na RM) (lol brincadeirinha, tive que fazer isto porque os nódulos não eram nada palpáveis) que consiste em na utilização de um fio guia metálico para indicar onde estão os nódulos, mas foi este mesmo médico que se esqueceu de mim lol, tive que esperar 2h até ele chegar. Cheguei à clínica às 12h e fui operada às 16h. Correu tudo bem e às 19h já tinha terminado. Fiz uma cirurgia conservadora (tumorectomia), pois o meu médico disse-me que não tinha vantagem em fazer mastectomia. Ele também optou pela utilização da técnica do gânglio sentinela (em alternativa ao esvaziamento axilar), ou seja, o patologista injectou um corante azul e esperou que este se espalha-se até encontrar o primeiro gânglio, que depois foi retirado para ser feita uma biopsia. Aqui também fiquei de pé atrás quando o meu cirurgião falou nesta técnica, primeiro porque ele disse-me que ia só retirar um gânglio e eu já tinha lido que costumavam tirar até três, falei-lhe desta dúvida, mas ele garantiu-me que um era suficiente, tive que acreditar, ele já utiliza esta técnica à muito tempo.

No dia seguinte falei com o enfermeiro e ele disse-me que o Bobby do meu dreno estava com bom aspecto, pois só tinha umas gotas de liquido e isso significava que podia ir mais cedo para casa. Às 19h30 desse dia, aquando da visita do cirurgião, pedi-lhe para vir para casa, pois não merecia a pena passar a noite na clínica visto que ele ia-me passar a alta para sair no próximo dia de manhã. Telefonei ao meu mano, que tinha acabado de sair de lá para voltar para trás e ir-me buscar. O enfermeiro tirou-me o Bobby do dreno e eu até dei pulinhos de alegria por ainda ir passar a noite a casa com as minhas pulguitas.

Uma semana depois, o meu gânglio ainda não tinha acusado nada, o que era bom sinal, mas tinha que esperar ainda mais uma semana para saber se teria ou não que fazer o esvaziamento. Aqui a je sentia umas dorzitas nessa zona, mas pensava que não era nada, pois como só tinha retirado um gânglio, achava que o corte deveria de ser proporcional ao tamanho do gânglio, redondamente enganada, o corte foi bem grande pois tiveram que procurar o gânglio e ainda hoje me dói. Fiquei mais uma semana de atestado até saber o resultado da biopsia (deu negativo) e depois fui trabalhar.