sexta-feira, 18 de junho de 2010

Morreu José Saramago

Morreu o nosso Nobel. Um dos meus escritores preferidos.
Adorei, amei, li e reli o Memorial do Convento e depois desse nunca mais parei.
Estava tão habituada a te-lo "ali", que pensava que ia viver para sempre...


"O autor português encontrava-se doente em estado "estacionário", mas a situação agravou-se, explicou ao PÚBLICO o seu editor, Zeferino Coelho.

A Fundação José Saramago confirmou em comunicado que o escritor morreu às 12h30 na sua residência de Lanzarote "em consequência de uma múltipla falha orgânica, após uma prolongada doença. O escritor morreu estando acompanhado pela sua família, despedindo-se de uma forma serena e tranquila".

Saramago nasceu na aldeia de Azinhaga, na Golegã, a 16 de Novembro de 1922, e apesar da mudança com a família para Lisboa, com apenas dois anos, o local de nascimento seria uma marca constante ao longo da sua vida, como referiria em 1998, aos 76 anos, no discurso perante a Academia Sueca pela atribuição do Nobel da Literatura.

Em 1939 termina o estudos de Serralharia Mecânica e emprega-se nas oficinas do Hospital Civil de Lisboa. A paixão pela literatura é alimentada de forma autodidacta, nas noites passadas nas Bibliotecas do Palácio das Galveias.

A primeira obra publicada, “Terras do Pecado”, surge em 1947. O título original, “Viúva”, foi alterado por imposição do editor da Minerva, que o considerava pouco comercial, e essa é uma das razões pela qual Saramago resistia a incluí-lo na sua bibliografia.

“Clarabóia”, que seria o sucessor de “Terras do Pecado”, foi recusado pelo seu editor e permanece inédito até hoje. A partir de 1955 começa a desenvolver trabalho de tradutor, dedicando-se a nomes como Hegel ou Tolstoi. O regresso à edição dar-se-ia apenas mais de uma década depois, quando em 1966, quando ocupava o cargo de editor literário na Editorial Estúdio Cor, surge o livro de poesia “Poemas Possíveis”. Então um autor discreto no panorama literário nacional, continuaria a exprimir-se em poema nas obras seguintes, “Provavelmente Alegria” (1970) e “O Ano de 1993” (1975).

Crítico literário na “Seara Nova” a partir de 1968, torna-se membro do Partido Comunista Português, do qual será um dos mais distintos militantes até à sua morte."

3 comentários:

  1. Olá Sandra
    E vais continuar a tê-lo aí,partiu o homem mas ficou a sua obra e que obra!
    Embora polémico para alguns eu gosto de o ler e gostava de o ouvir.
    Espero que estejas melhor.
    Beijinhos

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  2. Beijinhos Sandra! Como diz a Estrelinha, a obra não morreu e o seu pensamento ficará por cá para a eternidade. Beijinhosssssssssssss

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  3. Uma perda incontornável, sim, porém sua palavra ficará para sempre. Viva em nós, suas leitoras e naquelas que virão.
    Beijinhos

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